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Estado de Minas LONDRES

Policial britânico matou Sarah após falsa detenção por romper confinamento


29/09/2021 11:11

O policial britânico Wayne Couzens, de 48, sequestrou Sarah Everard, 33, quando ela caminhava de volta para casa à noite, e algemou-a em uma falsa detenção por infringir o confinamento contra o coronavírus, antes de estuprá-la e assassiná-la - descreveu a Promotoria que atua no caso, nesta quarta-feira (29).

O desaparecimento da londrina Sarah Everard durante o confinamento em março chocou o Reino Unido, provocou protestos e deflagrou um grande e acalorado debate sobre a segurança das mulheres nas ruas.

Wayne, agente da unidade de elite de proteção diplomática da Polícia de Londres, admitiu em julho seu sequestro, estupro e assassinato.

Em 3 de março, Sarah voltava para casa, depois de visitar amigos no sul de Londres. Ela foi estrangulada, e seu corpo, queimado. Seus restos mortais foram encontrados em uma floresta uma semana depois.

No primeiro dos dois dias de audiências, o promotor Tom Little relatou como o policial deteve Sarah, acusando-a de violar as restrições de deslocamento. Naquele momento, por causa da pandemia da covid-19, reuniões na casa de outras pessoas estavam proibidas.

Couzens, que estava de folga, sequestrou Sarah em uma "falsa detenção", "algemando-a e mostrando-lhe sua credencial", acrescentou o promotor.

Imagens de câmeras de segurança da rua mostraram esta cena. Um casal que passava de carro também foi testemunha e disse ter presumido se tratar de um policial disfarçado, fazendo uma prisão, completou Tom Little.

Cercada de grande expectativa, a sentença de Couzens deve ser anunciada nesta quinta-feira (30).


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