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Estado de Minas NAÇÕES UNIDAS

EUA e UE aumentam ajuda ao Iêmen mas ONU teme que milhões passem fome


22/09/2021 19:06

Apesar de doadores, liderados pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), terem prometido 600 milhões de dólares adicionais para o Iêmen, as Nações Unidas temem que milhões de cidadãos daquele país asiático passem fome por falta de recursos.

Em evento nas Nações Unidas onde prometeu doar mais 290 milhões de dólares, os Estados Unidos disseram que a solução real consiste em acabar com a guerra que levou ao que a ONU chama de a pior situação humanitária do mundo. "A ajuda humanitária faz uma diferença crítica na vida das pessoas, mas, sozinha, não pode resolver a crise", apontou o secretário de Estado Antony Blinken.

O chefe da diplomacia americana pediu à Arábia Saudita - que realiza uma campanha aérea militar devastadora no Iêmen -, aos rebeldes huthis e ao governo ajuda para garantir o fluxo de combustível naquele país, fator que desestabilizou a economia e impede o acesso de muitos iemenitas a itens básicos.

A UE prometeu 119 milhões de euros. Segundo a Oxfam, cerca de 600 milhões de dólares foram prometidos no total, mas falta 1 bilhão para se atingir os 3,9 bilhões estipulados pela ONU para lidar com a catástrofe.

David Beasley, diretor executivo do Programa Mundial de Alimentos, agradeceu os novos aportes, mas advertiu que a agência da ONU que chefia não pode atender aos 12,9 milhões de pessoas que precisam de ajuda, o que representa cerca de metade da população iemenita.

O Programa Mundial de Alimentos prevê que precisará cortar as rações para 3,2 milhões de pessoas em outubro, e ainda mais em dezembro. Embora as doações tenham evitado a fome generalizada, a cada 10 minutos uma criança morre no Iêmen de causas evitáveis, de acordo com as Nações Unidas.

"Prevemos que, se não recebermos os fundos de que precisamos nos próximos seis meses, que são 800 milhões de dólares, quando começarmos a cortar as rações poderemos ver morrer cerca de 400 mil crianças menores de 5 anos no próximo ano", disse Beasley. "E se fosse seu filho? Temos a obrigação moral de denunciar isso e dar um passo adiante."

O diretor também afirmou que a prioridade deve ser pôr fim à guerra, durante a qual os rebeldes huthis conquistaram boa parte do país enquanto enfrentam o governo, apoiado pela Arábia Saudita, e forças militares lideradas por Riade. "Se os doadores estão ficando cansados, bem, que acabe a guerra", declarou.


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