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Estado de Minas BERLIM

Angela Merkel na opinião de outros líderes mundiais


17/09/2021 08:58

Após 16 anos no poder, Angela Merkel conquistou o respeito de muitos líderes mundiais, mas também provocou a ira de alguns rivais políticos.

A seguir uma compilação de declarações de outros líderes sobre a chanceler da Alemanha.

- Vladimir Putin, presidente da Rússia

"Tenho confiança nela, é uma pessoa muito aberta", afirmou em uma entrevista ao jornal Bild em 2016, antes de destacar que a chanceler "faz realmente um esforço honesto para resolver as crises".

- Emmanuel Macron, presidente da França

No último conselho de ministros França-Alemanha organizado em Paris, Macron elogiou Merkel e a agradeceu por seu trabalho.

"Este último conselho me permite dizer tudo o que a relação franco-alemã deve a seu compromisso, sua vontade, às vezes sua paciência conosco, e sua capacidade de ouvir. Obrigado infinitamente por isto", disse.

- Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos

"Seu aspecto impassível reflete o seu senso de análise pragmático. Ela era conhecida por desconfiar de explosões emocionais ou da retórica excessiva, e sua equipe reconheceu mais tarde que ela era, a princípio, cética a meu respeito precisamente por minhas habilidades de oratória. Não fiquei ofendido, pensei que em um líder alemão, uma aversão a uma eventual demagogia era algo saudável", escreveu em suas memórias "Uma terra prometida".

- Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

"Sabe sempre colocar as coisas no contexto dos muitos anos na Europa que ajudou a moldar. Com frases simples, ela lembra as pessoas do que é importante. E muitas vezes, quando chegamos a um impasse, ela apresenta uma ideia e então voltamos a caminhar. Vamos sentir falta disso", declarou em um fórum de política europeia em maio de 2021.

- Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria

Durante uma visita a Baviera, ele criticou a generosa política de recepção de refugiados iniciada por Merkel na crise migratória de 2015.

"A coisa mais importante é que não pode existir imperialismo moral. Não duvido do direito da Alemanha de definir suas obrigações morais para o país. Eles podem decidir se aceitam todos os refugiados ou não, mas isso só deveria ser obrigatório para eles".

- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu

"Tem um dinamismo e uma resistência extraordinários, assim como uma força interior incrível que permite seguir na mesa e fazer com que as negociações avancem. Seu objetivo é sempre chegar a este compromisso tão importante que, por definição, deixará todos um pouco frustrados e um pouco tristes, e este espírito a ajudou a remodelar nosso mundo", disse durante a entrega de um diploma honorário em setembro de 2019.

- Mark Rutte, primeiro-ministro da Holanda

"Ela traz compreensão e decência para a política. Quando começa a falar no Conselho Europeu, muitos ainda estão com seus iPhones. Mas, imediatamente, todos os largam. As canetas também. E nós escutamos. Ela tem uma autoridade enorme", afirmou em maio de 2021.

- Jean-Claude Juncker, ex-presidente da Comissão Europeia

"Sempre se diz que Merkel não é uma pessoa que se deixa levar por emoções ou empatia. Isso não corresponde às muitas observações que posso fazer (...) Na crise dos refugiados, eu a ouvi dizer que poderia colocar-se na pele dos refugiados por razões filosóficas, de religião ou de cor", afirmou em uma entrevista ao jornal belga Le Soir em agosto de 2021.

- Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças da Grécia

"Merkel enterrou a ideia dos eurobônus e fechou o caixão (...) A senhora Merkel permaneceu fiel a si mesma, mas de uma forma que é extraordinariamente negativa e destrutiva para a UE", declarou em uma entrevista ao canal público alemão ZDF em 2020 o maior crítico da austeridade europeia na crise econômica anterior.


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