"O governo líbio pediu a Saadi Gadafi que abandone imediatamente a Líbia após sua libertação. Saadi Gadafi escolheu ir para a Turquia (...). Sua chegada foi organizada pelo ministério turco das Relações Exteriores", declarou o porta-voz Musa Ibrahim Kadhafi ao portal de informações Haberler.com.
O ministério turco de Exteriores se recusou a comentar as informações sobre a chegada de Saadi Gadafi à Turquia.
Preso em Tripoli desde 2014, Saadi Gadafi - ex-jogador de futebol com reputação de "playboy" - foi libertado no domingo, assim como outros colaboradores do ditador, que governou a Líbia de 1969 a 2011.
Saadi Gadafi fugiu para o Níger após o levante que derrubou seu pai em 2011. Em 2014 foi extraditado de volta à Líbia.
Este ex-jogador de futebol profissional ficou detido em uma prisão de Tripoli, acusado de crimes contra manifestantes em 2011 e do assassinato do técnico de futebol líbio Bashir al Rayani. Um tribunal de apelações o absolveu em abril de 2018 da morte de Rayani.
Saadi, ex-chefe da federação líbia de futebol, jogou brevemente no campeonato italiano, antes que a Interpol pedisse sua prisão e a de sua família pelo seu papel na repressão de 2011.
Desde 2011, a Líbia vive em meio ao caos, com facções rivais em confronto com o poder. Apesar do fim dos combates em 2020 e da resolução de uma trégua, as divisões persistem.
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