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Estado de Minas KIEV

Ucrânia acusa Rússia de querer aumentar apoio militar a separatistas


03/09/2021 10:39

A Ucrânia acusou a Rússia de querer aumentar seu apoio militar aos separatistas pró-russos no leste em conflito, após a decisão de Moscou de encerrar o mandato dos observadores europeus posicionados na fronteira entre os dois países.

"Consideramos esta decisão da Rússia uma prova de sua intenção de continuar e aumentar o fornecimento de armas, munições, tropas regulares e mercenários" para os territórios sob controle separatista, denunciou a diplomacia ucraniana em um comunicado publicado na quinta-feira à noite.

Trata-se de uma "sabotagem" dos acordos de paz de Minsk para resolver este conflito em curso desde 2014, acrescenta o comunicado.

A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) enviou centenas de observadores para a zona de guerra na Ucrânia, incluindo para duas passagens de fronteira na parte controlada pelos separatistas.

A Rússia, acusada pela Ucrânia e pelos ocidentais de apoiar militarmente os rebeldes, explicou que a presença de observadores nestes dois postos fronteiriços "não exerce qualquer influência positiva no processo de resolução (do conflito) e (que) sua continuação não é mais útil".

Os relatórios da OSCE sobre esses postos de fronteira contêm informações sobre passagens de fronteira por pessoal suspeito.

Os ocidentais e a Ucrânia acusam ainda a Rússia de equipar os separatistas secretamente por meio de outras passagens, sem a vigilância dos observadores.

De acordo com investigadores internacionais, o voo MH-17 da Malaysia Airlines, abatido em julho de 2014 sobre o leste da Ucrânia (298 mortos), foi destruído por um míssil BUK transportado de uma unidade militar russa para a zona de conflito, o que a Rússia nega.


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