Durante sessão extraordinária remota do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o Haiti, Henry reconheceu que a comunidade internacional vê com preocupação a instabilidade política "crônica" no país caribenho, "agravada pelo assassinato infame" de Jovenel Moise, em 7 de julho.
"Eu me comprometi a fazer o que estiver ao meu alcance para colocar meu país de volta aos trilhos de uma democracia funcional, com a organização de eleições livres e transparentes o quanto antes", afirmou Henry, que assumiu o cargo em 20 de julho, após ter sido designado por Moise.
O primeiro-ministro admitiu que o processo eleitoral em curso foi interrompido pelo terramoto, "que mobilizou todas as energias", mas garantiu que o mesmo será retomado "o mais rapidamente possível".
Na semana passada, antes do terremoto, o conselho eleitoral provisório havia dito que o primeiro turno das eleições presidenciais, inicialmente programadas para setembro, seria em 7 de novembro. Para o mesmo dia, também estão previstos eleições legislativas, que deveriam ter sido realizadas em 2019, e um referendo constitucional apoiado por Moise, adiado duas vezes por conta da pandemia.
Moise, morto em sua casa por um comando armado, governava por decreto, depois que as eleições legislativas de 2018 foram adiadas e surgiram disputas sobre se seu mandato deveria terminar em fevereiro de 2021 ou 2022.
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