"Se tomarem o poder à força e restabelecerem um emirado islâmico, os talibãs não serão reconhecidos (como autoridade legítima), sofrerão isolamento, falta de apoio internacional e a perspectiva de um conflito contínuo e instabilidade prolongada no Afeganistão", ameaçou o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em nota.
"A UE pretende manter sua colaboração e seu apoio ao povo afegão. Esse apoio, no entanto, estará condicionado a um acordo pacífico e inclusivo e ao respeito aos direitos fundamentais de todos os afegãos", acrescentou Borrell. Ele insistiu em que é indispensável "que os avanços significativos de mulheres e meninas nas últimas duas décadas seja preservado, incluindo aqueles relacionados ao acesso à educação".
"A UE condena as violações crescentes do direito humanitário internacional e dos direitos humanos, em particular nas áreas controladas pelos talibãs e nas cidades", assinalou o líder diplomático. Ele também pediu às autoridades de Cabul que "resolvam as diferenças políticas, aumentem a representação de todas as partes e negociem com os talibãs de uma perspetiva unitária".
A nota foi divulgada depois que as tropas afegãs abandonaram a terceira maior cidade do país, Herat, ante a ofensiva fulminante dos rebeldes, que se espalham pelo Afeganistão, aproveitado a retirada das tropas estrangeiras.
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