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Estado de Minas JOANESBURGO

Reforma ministerial na África do Sul após acusações de corrupção


05/08/2021 19:49

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou na noite desta quinta-feira (5) uma grande reforma ministerial, com 10 novas nomeações, inclusive para as pastas de Defesa, Finanças e Saúde, cujo titular foi acusado de corrupção.

O ministro da Saúde, Zweli Mkhize, em meio à luta contra a pandemia de covid-19, está há dois meses em "licença especial", após denúncias de corrupção.

Em discurso transmitido pela TV, o presidente disse que havia recebido um "pedido" de Mkhize para "deixar seu posto e trazer estabilidade a esta importante função". Ele será substituído por Joe Phaahla, que era vice-ministro da Saúde.

Por sua vez, Tito Mboweni deixa o Ministério das Finanças, depois de "navegar por um período econômico particularmente difícil", declarou Ramaphosa. Além disso, após a terrível onda de violência, incêndios criminosos e saques que abalou o país em meados de julho, o presidente decidiu extinguir o Ministério de Segurança do Estado e incorporar essa responsabilidade à presidência.

Depois que as falhas registradas nos serviços de inteligência foram duramente criticadas pela oposição e pela imprensa, o presidente argumentou que "os serviços de inteligência, doméstica e externa permitem ao presidente exercer com mais eficácia sua responsabilidade de proteger a segurança e a integridade da nação".

Nosiviwe Mapisa-Nqakula, que estava a cargo do Ministério da Defesa desde 2012, será nomeado em breve para um novo cargo, informou ainda o presidente, embora não tenha dado detalhes.

Ainda que a reforma ministerial tenha causado surpresa, a saída de Mkhize da pasta da Saúde era algo esperado havia quase dois meses. Mkhize, 65 anos, médico por formação, foi suspenso no início de junho, após a abertura de uma investigação por corrupção contra dois de seus colaboradores próximos no ministério, no âmbito de um contrato público para combater a pandemia.

A Unidade de Investigações Especiais (SIU) recorreu à Justiça na semana passada para recuperar o equivalente a cerca de 9 milhões de euros (10,6 milhões de dólares), provenientes de um contrato irregular com a empresa de comunicação Digital Vibes, com o qual Mkhize e seu filho teriam se beneficiado.


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