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Estado de Minas KANO

Líder da minoria xiita da Nigéria é absolvido e libertado


28/07/2021 18:32

O líder da minoria xiita da Nigéria, Ibrahim Zakzaky, e sua esposa, que estavam presos há mais de cinco anos sob a acusação de assassinato, foram absolvidos e soltos nesta quarta-feira (28) pelo tribunal de Kaduna, no norte do país.

Ibrahim Zakzaky, fundador do Movimento Islâmico da Nigéria (MIN), estava detido com sua esposa, Zeenah Ibrahim, desde dezembro de 2015, após um surto de violência durante uma procissão religiosa em Zaria, no norte. O exército disparou, deixando mais de 350 mortos, a maioria deles xiitas desarmados, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

"O tribunal liberou e absolveu o xeque Ibrahim Zakzaky e sua esposa de todas as acusações feitas contra eles. Eles foram soltos hoje", disse um de seus advogados, Sadau Garba, à AFP.

Os dois foram acusados pelo assassinato de um soldado durante essas manifestações, entre outras acusações.

O principal representante da promotoria, Dari Bayero, confirmou que o casal foi libertado, mas indicou que pretende recorrer.

"O tribunal concluiu que nenhuma das testemunhas que apresentamos ao tribunal forneceu qualquer prova convincente de sua culpa", afirmou ele à AFP.

"Isso não significa que eles não possam mais ser processados (...), apresentaremos acusações no recurso", acrescentou.

O advogado do líder religioso e sua esposa afirmaram que "sem dúvida reivindicarão indenização por danos e prejuízos ao governo do estado de Kaduna por todas as privações e sofrimentos sofridos".

No final de 2016, um tribunal federal julgou ilegal a prisão de Zakzaky e ordenou sua soltura, mas essa decisão nunca foi cumprida.

O MIN, inspirado pela Revolução Islâmica do Irã no final dos anos 1970, é próximo a Teerã e desperta grande hostilidade na Nigéria, cuja elite muçulmana sunita não esconde sua afinidade com a Arábia Saudita. O movimento foi proibido pelas autoridades em 2019.

A minoria xiita nigeriana é composta por cerca de 4 milhões de fiéis, entre os 80 a 85 milhões de muçulmanos da Nigéria, o país mais populoso da África. O sul do país é predominantemente cristão.


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