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Estado de Minas SAN SALVADOR

Juiz salvadorenho decreta prisão do ex-presidente Sánchez Cerén


28/07/2021 20:27 - atualizado 28/07/2021 20:31

Um juiz salvadorenho decretou nesta quarta-feira (28) a prisão preventiva do ex-presidente Salvador Sánchez Cerén (2014-2019) por suposta participação em um caso de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, informou o Ministério Público.

Segundo autoridades migratória, Sánchez Cerén deixou o país em novembro de 2020 com destino à Nicarágua. Por isso, a Interpol foi acionada para localizá-lo e levá-lo à Justiça, declarou a procuradora Maricela Velásquez.

Além do ex-presidente, o juiz pediu a prisão de nove ex-ministros do governo Mauricio Funes (2009-20014) pelos mesmos crimes.

- "Todos cairão" -

Os crimes teriam sido cometidos no primeiro governo do ex-guerrilheiro da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) liderado por Mauricio Funes, da qual Sánchez Cerén foi vice-presidente.

Em 2016, Funes também fugiu para a Nicarágua, onde obteve asilo e nacionalidade.

Os réus "contribuíram para o desfalque que custou ao Estado salvadorenho mais de 350 milhões de dólares", disse o procurador-geral Rodolfo Delgado na época.

"O dinheiro era entregue na casa presidencial (...) mensalmente e constituía um acréscimo ao salário que por lei deviam receber para o exercício da função pública", explicou.

Delgado disse que a investigação começou em 2019 e é um desdobramento da operação "Saque Público" de 2009-2014, quando a Assembleia Legislativa aprovou 80,8 milhões de dólares por um período de cinco anos como "despesas particulares" da presidência.

"A FMLN tinha um mandato popular para acabar com a corrupção da ARENA (Alianza Republicana Nacionalista, de direita), mas eles decidiram se juntar a eles", disse o presidente Nayib Bukele no Twitter.

"Não vamos cometer o mesmo erro. Todos os corruptos vão para a cadeia, os do passado, os do presente e os do futuro, mesmo que sejam do mesmo partido. Todos cairão", acrescentou.

O secretário-geral da FMLN, Óscar Ortiz, rejeitou a decisão do juiz nesta quarta-feira e lamentou que "tenham sido encerradas as possibilidades de desmontar a estrutura probatória que desde o início apresenta uma série de irregularidades".


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