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Estado de Minas SEUL

Coreias concordam em restabelecer comunicação cortada


27/07/2021 17:57

As Coreias do Sul e do Norte anunciaram nesta terça-feira um acordo para restabelecer sua comunicação, mais de um ano depois que Pyongyang suspendeu o contato entre os dois países vizinhos.

A Coreia do Norte cortou o diálogo oficial com o Sul em junho do ano passado, após ameaças de ativistas de enviar panfletos contra Pyongyang ao outro lado da fronteira. Mas os líderes dos dois países vizinhos trocaram cartas pessoais desde abril para melhorar a relação e concordaram em restaurar as linhas de emergência como um primeiro passo, informou a presidência sul-coreana em comunicado.

A suspensão veio em um momento de estagnação nas relações entre as duas Coreias, apesar de três encontros entre os governantes Kim Jong Un, do Norte, e Moon Jae-in, do Sul. Dessa forma, o anúncio de hoje foi uma surpresa.

"Segundo o acordo entre os governantes, o Norte e o Sul tomaram a medida de reabrir todas as linhas de comunicação intercoreanas" a partir desta terça-feira, informou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. A agência acrescentou que "os dois governantes também concordaram em restaurar a confiança mútua entre as duas Coreias o mais rápido possível e em avançar com o relacionamento novamente".

O presidente sul-coreano é tido como o arquiteto da primeira cúpula entre a Coreia do Norte e um presidente dos Estados Unidos, em junho de 2018 em Cingapura. Mas Pyongyang cortou grande parte do contato com Seul após o colapso de uma segunda cúpula entre Kim Jong Un e o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Hanói, que paralisou as negociações nucleares.

- Resposta de Kim -

Os Estados Unidos aplaudiram o acordo. "Trata-se de um passo em boa direção. A diplomacia e o diálogo são essenciais para estabelecer uma paz duradoura e a desnuclearização da península coreana", declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Jalina Porter.

Desde que Joe Biden assumiu a presidência americana, Pyongyang e Washington mantiveram sua relação em uma atitude de "esperar para ver", após os altos e baixos diplomáticos da era Trump. Kim declarou no mês passado que Pyongyang deveria se preparar para um "diálogo e confronto" com Washington.

Sung Kim, principal diplomata americano a cargo da Coreia do Norte, disse em junho que seu país está pronto para se reunir com Pyongyang "sem condições", mas Kim Yo Jong, irmã e conselheira de Kim Jong Un, descartou a oferta.

Analistas comentaram que a retomada das linhas de emergência entre as Coreias são um sinal de resposta inicial de Kim à oferta de diálogo feita por Washington. "Parece que ele decidiu que isso é benéfico para as políticas internas e externas do Norte", indicou à AFP Yang Moo-jin, professor da Universidade de Estudos Norte-Coreanos, lembrando que Moon insistiu na importância de restaurar os vínculos entre as Coreias. "Isso deve ser interpretado como uma primeira resposta de Kim Jong Un a Seul e Washington."


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