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Estado de Minas LONDRES

Enviado especial dos EUA para o clima pede cooperação à China


20/07/2021 15:31

O enviado especial dos Estados Unidos para as mudanças climáticas, John Kerry, pediu à China nesta terça-feira (20) que mostre "liderança" e coopere com os EUA apesar de suas diferenças, ou será "impossível" cumprir as metas de contenção do aquecimento global.

"Simplesmente não há maneira, matemática ou ideológica, de resolver a crise climática sem a plena cooperação e liderança de um país" que é hoje o maior emissor mundial de gases de efeito estufa, disse Kerry em discurso em Londres, referindo-se ao gigante asiático.

"A China pode absolutamente ajudar o mundo a reduzir as emissões de gases de efeito estufa ... nesta década crítica de 2020 a 2030", acrescentou o ex-candidato presidencial dos EUA.

"Não é nenhum mistério que a China e os Estados Unidos tenham muitas diferenças", mas "a cooperação climática é a única maneira de escapar do atual pacto de suicídio mútuo", disse ele.

Observando que resta muito pouco tempo para agir, Kerry enfatizou que "sem reduções suficientes por parte da China" seria "fundamentalmente impossível" atingir o objetivo comum de limitar o aquecimento a 1,5ºC.

Além desse limite, os cientistas acreditam que as mudanças climáticas serão incontroláveis.

Segundo o plano de cinco anos apresentado em março por Pequim, as emissões de dióxido de carbono da China devem começar a diminuir a partir de 2030.

Mas o documento dá poucas indicações de como as autoridades pretendem fazer isso e o maior poluidor do mundo planeja aumentar o investimento em usinas de energia à base de carvão, que Kerry chamou de "preocupantes" nesta terça-feira.

O Reino Unido sediará a maior conferência climática da ONU (COP26) em Glasgow em novembro, um "momento divisor de águas" para o mundo "controlar a mudança climática", disse Kerry, destacando que "em pouco mais de 100 dias, podemos salvar os próximos 100 anos".

E ele pediu um esforço coletivo para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 45% até 2030, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050.


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