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Estado de Minas MINA

Fiéis apedrejam satã no último dia da peregrinação a Meca


20/07/2021 09:06

Os participantes da grande peregrinação anual a Meca praticam, nesta terça-feira (20), o apedrejamento simbólico de satã, em versão reduzida pelas restrições do coronavírus, durante o primeiro dia do Eid al-Adha, a festa do cordeiro.

Desde o amanhecer, os peregrinos foram autorizados a entrar em Mina, um vale árido a cinco quilômetros de Meca.

De máscaras e com os tradicionais trajes brancos sem costuras, os peregrinos apedrejaram as colunas que representam satã com pedras que as autoridades entregaram em sacos fechados, como medida de precaução.

Em outros anos, os fiéis recolheram as pedras durante a peregrinação.

Apenas 60.000 sauditas e estrangeiros residentes no reino e vacinados foram autorizados a participar do hajj, a grande peregrinação do islã. Um número superior aos 10.000 do ano passado, mas muito longe dos 2,5 milhões de 2019.

"Desde o início, nossa prioridade é a segurança dos peregrinos. Por isso, decidimos limitar o número a 60.000: para garantir o respeito das medidas e para que todos fiquem bem", declarou à AFP o ministro saudita da Saúde, Tawfiq Al Rabiah.

"Controlamos permanentemente a situação", disse ele na segunda-feira (19), destacando que nenhum caso de coronavírus foi detectado entre os peregrinos até o momento.

- "Volta de despedida" -

Quando concluem o ritual de apedrejamento, os fiéis devem seguir para a Grande Mesquita de Meca para dar a "volta de despedida" da Kaaba, a estrutura cúbica preta localizada no centro do templo, uma relíquia para os muçulmanos.

A televisão pública exibiu imagens de grandes grupos de peregrinos que já estavam na Kaaba para a "volta de despedida".

A peregrinação deste ano acontece em um contexto de grande preocupação com as variantes do coronavírus. A Arábia Saudita registrou mais de 510.000 casos e 8.089 mortes.

A peregrinação anual, também chamada de hajj, é um dos cinco pilares do islã. Todo muçulmano praticante deve cumpri-la ao menos uma vez em sua vida, se tiver as capacidades físicas e econômicas para tal.

Os felizardos selecionados este ano, de um grupo de mais de 558.000 candidatos, devem ser residentes na Arábia Saudita, ou cidadãos estrangeiros que moram no reino do Golfo, ter entre 18 e 65 anos, estar vacinados contra o coronavírus e não sofrer de doenças crônicas.

Os funcionários mobilizados para trabalhar durante a peregrinação foram vacinados, segundo as autoridades.

"Os esforços do reino para limitar os efeitos do coronavírus foram um sucesso", declarou o rei Salman da Arábia Saudita na segunda-feira.

As precauções adotadas pelo país "permitiram aos peregrinos completar o hajj", celebrou.

Perto do local do ritual de apedrejamento, em Mina, Lina, uma síria de 38 anos, disse à AFP que vivia o "dia mais feliz" de sua vida.

"Toda minha vida sonhei em completar o hajj. Ainda não acredito que meu sonho se tornou realidade".

Ahmed, um peregrino de origem indiana que trabalha como engenheiro, elogiou o que considera "um dos hajjs mais seguros" que já observou.

Além de impor um distanciamento social rígido, os fiéis foram divididos em pequenos grupos em cada uma das etapas da peregrinação. Um "cartão eletrônico do hajj", criado pelas autoridades, permitiu o acesso sem contato aos "campings" e hotéis de peregrinos, assim como ao transporte para os locais religiosos. Robôs são utilizados para distribuir garrafas de água sagrada.


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