Publicidade

Estado de Minas RABAT

Marrocos rejeita acusações de espionar jornalistas


19/07/2021 12:28

O Marrocos negou categoricamente, nesta segunda-feira (19), o uso por parte de seus serviços de segurança do software israelense Pegasus para espionar jornalistas, como afirmam vários veículos da imprensa internacional.

O governo marroquino, em um comunicado, chamou de "falsas" as informações que afirmam que seus serviços de segurança "se infiltraram nos telefones de várias personalidades públicas nacionais e estrangeiras e de líderes de organizações internacionais por meio de um software".

Segundo uma investigação publicada no domingo por um consórcio de 17 veículos, entre eles os jornais Le Monde, The Guardian, The Washington Post e os mexicanos Proceso e Aristegui Notícias, ativistas, jornalistas e opositores de todo o mundo foram vigiados por meio do software criado pela empresa israelense NSO Group.

A investigação se baseia em uma lista obtida pela rede Forbidden Stories e Anistia Internacional e que conta, segundo eles, com cerca de 50.000 números de telefone selecionados pelos clientes de NSO desde 2016 para sua vigilância.

A lista inclui os números de ao menos 180 jornalistas, 600 políticos, 85 defensores dos direitos humanos e cerca de 65 empresários, entre outros, segundo o consórcio, que localizou muitos deles no Marrocos, Arábia Saudita e México.

"Marrocos é um Estado de direito que garante o caráter secreto das comunicações pessoais (...) ao conjunto de seus cidadãos e dos residentes estrangeiros", segundo o comunicado governamental, que denuncia "alegações falsas e sem fundamento".


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade