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Estado de Minas CIDADE DO VATICANO

Autoridade financeira do Vaticano encontrou 16 arquivos duvidosos em 2020


15/07/2021 15:06

A Autoridade de Informação e Supervisão Financeira (ASIF), a polícia financeira que investiga transações suspeitas no banco do Vaticano, mas também em outras entidades da Santa Sé, entregou dezesseis arquivos duvidosos ao procurador em 2020, anunciou esta quinta-feira (15).

De acordo com seu relatório de 2020, esta autoridade independente (com sede na Cidade do Vaticano) recebeu um total de 89 denúncias de atividades potencialmente suspeitas, nem todas enviadas à justiça para investigação.

Ao contrário do ano anterior, nenhuma transação financeira ou conta suspeita foi congelada. Em 2019, 95 dossiês duvidosos foram denunciados à autoridade, dos quais 15 foram levados à Justiça.

A ASIF informou que também trocou informações em 58 ocasiões sobre 196 pessoas com outras organizações semelhantes no exterior.

Na verdade, o ano de 2019 foi um tempestuoso para a autoridade supervisora, que era centro de uma investigação sobre um complexo circuito envolvendo o financiamento de um luxuoso edifício em Londres, comprado pelo Vaticano, o que resultou na suspensão do seu número dois e na renúncia do seu presidente, após buscas em seus escritórios no outono daquele ano.

O ex-presidente da entidade, o suíço René Brülhart, e o ex-diretor, o italiano Tommaso Di Ruzza, compõem o grupo dos dez réus em um julgamento que terá início no final de julho na Santa Sé.

Na verdade, os juízes do Vaticano consideraram que a polícia financeira havia "cometido certas falhas na operação de Londres".

Depois desse escândalo, o nome do órgão, seus estatutos e dirigentes foram alterados em 2020.


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