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Estado de Minas LONDRES

Johnson pede 'prudência' contra a covid-19 antes de levantar últimas restrições


12/07/2021 14:40 - atualizado 12/07/2021 14:43

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson confirmou, nesta segunda-feira (12), que as restrições contra a covid-19 ainda vigentes na Inglaterra serão levantadas na próxima semana, decidido a "restabelecer as liberdades", mas pedindo "prudência" contra o aumento de casos pela muito contagiosa variante Delta.

"Acreditamos que este é o momento de aproximar a nossa nação da vida normal, portanto passaremos para a próxima etapa do nosso plano em 19 de julho", afirmou o ministro da Saúde, Sajid Javid, ao Parlamento.

A partir dessa data, o trabalho remoto deixará de ser recomendado, será permitido retomar o lazer noturno e teatros e estádios poderão receber sua capacidade total de público. Também deixarão de ser obrigatórias as máscaras em ambientes internos e o distanciamento social.

Tudo isso apesar do fato de os contágios diários pela variante Delta do coronavírus já terem superado os 30.000 e Javid admitir que podem chegar até 100.000 neste verão boreal.

Esta última etapa do processo de desconfinamento estava inicialmente prevista para 21 de junho. Após um primeiro adiamento, o líder conservador não quer atrasá-la novamente.

Johnson acredita que chegou a hora de confiar na responsabilidade individual da população, ao invés de impor normas. No entanto, alertou que, embora a bem-sucedida campanha de vacinação britânica tenha quebrado o vínculo entre aumento de casos, hospitalizações e mortes, "a pandemia não acabou e a prudência é absolutamente fundamental".

Sendo assim, "recomendamos que as pessoas cubram o rosto em lugares fechados e movimentados (...) como no transporte público. Pedimos às casas de festas noturnas e outros estabelecimentos com grande fluxo que usem o 'passe covid', que mostra um comprovante da vacinação, um teste recente negativo ou a imunidade natural, como forma de entrada", explicou Johnson na coletiva.

- 'Lista vermelha' permanece -

O primeiro-ministro insistiu que é melhor levantar as restrições agora do que no inverno, quando os vírus respiratórios atacam mais, e deixou claro que será inevitável uma nova onda de casos no fim do confinamento.

Mais de 128.000 pessoas morreram por covid-19 no Reino Unido até agora, o pior balanço da Europa depois da Rússia.

As autoridades preveem que na próxima segunda-feira dois terços dos 56 milhões de adultos do país já terão recebido a imunização completa de duas doses e que 100% já terá recebido a primeira.

A decisão de permitir que mais de 60.000 torcedores assistissem a final da Eurocopa no domingo entre Inglaterra e Itália no estádio de Wembley em Londres também gerou preocupações pelo seu impacto nas infecções.

Entre as medidas que permanecerão está a "lista vermelha", composta por países dos quais só está permitida a chegada de cidadãos britânicos e residentes, que devem se isolar por 10 dias em um hotel pagando 1.750 libras (2.400 dólares, 2.000 euros) de seu próprio bolso.

A lista inclui toda a América do Sul, Costa Rica e República Dominicana, entre outros países.

Escócia, Gales e Irlanda do Norte, que decidem suas próprias políticas sanitárias, optaram por um levantamento das restrições mais lento.


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