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Estado de Minas BERLIM

Verdes alemães lançam campanha para recuperar apoio


12/07/2021 12:27 - atualizado 12/07/2021 12:31

Envolvidos em um escândalo de plágio e caindo nas pesquisas para as eleições de setembro, os Verdes alemães apresentaram, nesta segunda-feira (12), sua campanha para tentar reagir contra os conservadores de Angela Merkel.

Cartazes coloridos com seus dois líderes e slogans como "economia e clima sem crise" ou "protejamos o planeta, é o único que temos": os ambientalistas querem partir para a ofensiva para as eleições legislativas de 26 de setembro, que decidirão quem vai suceder Angela Merkel após 16 anos.

A atmosfera é desoladora. Há apenas dois meses, as pesquisas apontavam os Verdes como possíveis vencedores, mas, desde então, os ventos mudaram. Com 17%, segundo pesquisa da Insa publicada no domingo (11) pelo jornal Bild, eles não apenas estão atrás da direita (28%), como estão empatados com os socialdemocratas (17%).

Para decolar novamente, o copresidente dos Verdes, Robert Habeck, iniciará uma turnê eleitoral de duas semanas em sua região, Schleswig-Holstein.

Nesta segunda-feira, os "Grunen" também insistiram que essa campanha seja dirigida pela dupla de líderes, embora apenas Baerbock tenha se candidatado à chancelaria.

"Juntos somos fortes, contamos com uma dupla forte para essas eleições legislativas", destacou o diretor de campanha dos Verdes, Michael Kellner, ao afirmar que os dois líderes viajarão por toda a Alemanha.

No entanto, nenhum de seus cartazes inclui a palavra "chanceler", apesar de Kellner ter afirmado que a campanha "se personalizará ainda mais" até 26 de setembro.

- Candidata criticada -

A viagem de Habeck é uma forma de ajudar a candidata Baerbock, à medida que aumentam os rumores sobre sua possível retirada.

"Não passam de bobagens", reagiu em entrevista ao Süddeutsche Zeitung no sábado.

"Acabamos de eleger Annalena como nossa candidata (...) com quase 100% dos votos em um congresso", insistiu. "Agora é uma questão de aproveitar ao máximo este voto de confiança que recebeu", completou.

"Não há debate" sobre uma possível mudança de candidato, assegurou, admitindo, porém, "erros técnicos que Annalena Baerbock reconheceu".

A candidata de 40 anos multiplicou erros que estão custando caro ao partido: bonificações isentas de impostos e não declaradas no Bundestag, curriculum vitae ligeiramente "exagerado" e uma polêmica sobre parágrafos plagiados de um livro.

Em um país onde vários ministros tiveram de renunciar nos últimos anos por copiar partes de sua tese de doutorado, "o caso" do livro de Baerbock é controverso.

Um "caçador de plágio" austríaco revelou em seu blog que certos parágrafos de seu livro "Jetzt", publicado após o anúncio de sua candidatura em abril, foram copiados da Internet.

Annalena Baerbock admitiu ter cometido "erros" que a "exasperaram" e, desde então, tem tido dificuldade em esconder o nervosismo.

Após a nomeação desta jurista especialista em Direito Internacional em abril, os Verdes decolaram nas pesquisas, antes de cair.

- Conservadores na liderança -

Já a União Democrática Cristã (CDU) de Angela Merkel e sua formação irmã bávara, a União Social Cristã (CSU), que esperaram até o final de junho para apresentar seu programa eleitoral, começaram mal, mas agora podem respirar mais tranquilas.

O campo dos democrata-cristãos "deveria agradecer a Annalena Baerbock por sua situação confortável", escreveu a revista semanal Der Spiegel no sábado.

"No momento, parece que (seu candidato Armin Laschet) será nomeado chanceler quase automaticamente", afirmou.

Os conservadores se envolveram há alguns meses em um escândalo na compra de máscaras médicas no início da pandemia e se viram penalizados, por algum tempo, pela difícil nomeação de seu candidato, Armin Laschet.

No domingo (11), ele tentou seduzir o eleitorado de Baerbock, ao pedir "esforços internacionais urgentes" para a proteção do clima, em uma entrevista à rede ARD.


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