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Estado de Minas LOS ANGELES

Milhões sofrem com outra onda de calor nos EUA e Canadá


12/07/2021 06:01 - atualizado 12/07/2021 06:19

Milhões de pessoas no oeste dos Estados Unidos e do Canadá foram atingidos por uma nova onda de altas temperaturas neste domingo (11), com estradas fechadas, tráfego ferroviário limitado e ordens de evacuação.

No Canadá, onde os incêndios florestais continuam a se espalhar com mais 50 focos declarados nos últimos dois dias, o governo anunciou novas medidas emergenciais para prevenir o fogo.

O termômetro subiu neste fim de semana em grande parte da costa do Pacífico e no interior até a borda oeste das Montanhas Rochosas.

"Uma onda de calor perigosa afetará grande parte do oeste dos Estados Unidos, com temperaturas provavelmente recordes", disse o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) no domingo, enquanto meteorologistas canadenses preveem máximas próximas a 32ºC em partes do oeste do país, bem acima dos padrões sazonais.

De acordo com o NWS, Las Vegas igualou seu recorde histórico ao alcançar 47,2ºC, uma marca registrada pela primeira vez em 1942 e três vezes desde 2005.

Os meteorologistas emitiram um boletim de alerta para a área metropolitana, bem como vários outros centros urbanos, incluindo Phoenix (sul) e San José, no Vale do Silício, não muito longe de São Francisco.

"Mais de 30 milhões de pessoas permanecem sob alerta de calor extremo, ou alerta de calor", disse o NWS no sábado, acrescentando que as perigosas altas temperaturas e secas devem continuar.

Essa nova onda de calor chega menos de três semanas após outra que atingiu o oeste dos Estados Unidos e o Canadá no final de junho, com altas temperaturas recordes por três dias consecutivos na província canadense da Columbia Britânica.

As condições desta onda fizeram com que o recorde histórico de altas temperaturas fosse quebrado por três dias consecutivos nesta província.

- Fechamento de estradas -

No domingo, o ministro canadense dos Transportes, Omar Alghabra, anunciou novas medidas de emergência para evitar incêndios florestais na região, incluindo a desaceleração e limitação do tráfego ferroviário.

"As condições climáticas sem precedentes na Columbia Britânica continuam representando uma séria ameaça para a segurança pública e as operações ferroviárias", disse o ministro em nova divulgada ontem.

Um decreto ministerial no Canadá anunciou "medidas de segurança preventivas (...) contra os incêndios florestais", incluindo a redução da velocidade dos trens quando a temperatura superar os 30°C e o nível de perigo de incêndio para a área for "extremo".

Além disso, até 31 de outubro nenhuma locomotiva vai operar nestas áreas, a menos que tenha sido inspecionada nos 15 dias anteriores, para garantir que "os sistemas de escape (...) estejam livres de materiais combustíveis".

Os trens são uma das causas comuns de incêndios florestais, geralmente devido à falta de manutenção de seus dispositivos anticentelhas.

Várias estradas e rodovias na área da Colúmbia Britânica foram fechadas, porque o governo classificou o risco de incêndio florestal como "extremo". Várias cidades e vilas seguem sob ordens de evacuação.

O governo canadense enviou investigadores à cidade de Lytton, 250 km a nordeste de Vancouver, para verificar se a passagem de um trem de carga poderia ter causado o incêndio que destruiu 90% da cidade no final de junho.

Na manhã de domingo, o número de incêndios florestais na Columbia Britânica continuou a aumentar, chegando a 298, de acordo com as autoridades.

O mês passado foi o junho mais quente já registrado na América do Norte, de acordo com dados divulgados pelo serviço de monitoramento do clima da União Europeia.

Até agora, a atividade humana causou um aumento da temperatura global de cerca de 1,1ºC, o que resultou em tempestades mais destrutivas, ondas de calor mais intensas, secas e aumento de incêndios florestais.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e com o Serviço Meteorológico Britânico, há 40% de chance de que a temperatura média global anual ultrapasse temporariamente 1,5°C acima das temperaturas pré-industriais nos próximos cinco anos.

Os últimos seis anos até 2020 são mais quentes já registrados.


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