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Estado de Minas DAMASCO

Síria tem forte alta do preço do pão e do combustível


11/07/2021 11:21

Um forte aumento no preço do pão e do diesel entrou em vigor neste domingo (11) em áreas controladas pelo governo da Síria, exacerbando a inflação e a crise econômica no país dilacerado pela guerra.

O preço do diesel subiu mais de 177% e o do pão 100%, segundo a agência de notícias estatal Sana, poucos dias depois de Damasco anunciar um aumento no preço da gasolina não subsidiada.

Este aumento coincidiu com um decreto emitido no domingo pelo presidente Bashar al-Assad prevendo um aumento de 50% nos salários do setor público e fixando o salário mínimo em 71.515 libras sírias por mês (28 dólares pela taxa oficial, 23 euros), contra 47.000 (18 dólares, 15 euros).

Em um segundo decreto divulgado neste domingo, o presidente Assad aumentou as aposentadorias do setor público e dos militares em 40%, de acordo com a Sana.

Segundo uma lista de preços divulgada pela Sana no sábado, um litro de diesel para transporte e agricultura, bem como para o setor público, agora é vendido por 500 libras sírias, ante 180 libras anteriormente.

O preço da mesma quantidade de diesel destinado às padarias subiu de 135 para 500 libras sírias, disse a agência oficial.

Um funcionário da empresa estatal síria de armazenamento e distribuição de produtos petrolíferos, Mustafa Haswiya, disse que 80% das necessidades de hidrocarbonetos da Síria são compradas no exterior em moeda estrangeira.

"Era preciso aumentar os preços, para reduzir a conta de importação e garantir a liquidez necessária para a continuidade do fornecimento de derivados de petróleo", afirmou, citado pela Sana.

O preço do pão subsidiado dobrou, passando de 100 para 200 libras sírias.

"Tudo isso era previsível e agora tememos novos aumentos no preço dos alimentos e remédios", disse Waël Hammoud, um morador de Damasco de 41 anos, à AFP.

Um economista de Damasco, falando em condição de anonimato, acredita que o governo continuará a aumentar os preços à medida que a crise se agravar.

"Enquanto não houver dinheiro entrando nos cofres públicos, os aumentos de preços continuarão", disse ele.

Atingida duramente pelo conflito que começou em 2011, a economia síria sofre com as sanções ocidentais e os efeitos da crise financeira no vizinho Líbano, cujo sistema bancário há muito serve de base para o fornecimento de dólares.

De acordo com a ONU, a maioria dos sírios atualmente vive abaixo da linha da pobreza, enquanto os preços dobraram no ano passado.


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