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Estado de Minas CARACAS

Missão eleitoral da UE se reúne com partido governista e oposição na Venezuela


09/07/2021 21:21

Especialistas eleitorais da União Europeia (UE) se reuniram nesta sexta-feira (9) com líderes do partido no poder e da oposição venezuelana para avaliar uma possível observação nas próximas eleições regionais, confirmaram os partidos.

"Tivemos um encontro cordial e frutífero com os membros da missão de observação eleitoral da União Europeia. Fizemos uma recontagem das amplas garantias eleitorais, com vistas às eleições do próximo dia 21 de novembro", tuitou Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, controlado pelo partido no poder.

Rodríguez, um dos homens de confiança do presidente Nicolás Maduro, compartilhou fotos do encontro em Caracas com a missão do bloco europeu, composta por três funcionários e quatro especialistas eleitorais. A delegação chegou à Venezuela nesta quinta-feira para avaliar a possibilidade de implantar uma missão de observação nas eleições regionais, em que serão eleitos prefeitos e governadores. Isso depois de um convite de Maduro para observar as eleições.

A oposição também conversou com enviados europeus nesta sexta-feira. "Hoje, juntamente com os companheiros da #Unidad, estivemos reunidos com a delegação de análise da #Comunidade Europeia. Continuamos nossa luta por condições eleitorais", tuitou o dirigente Carlos Ocariz, ex-prefeito e membro de um dos principais partidos opositores.

Entre os dirigentes participantes estão Freddy Guevara e Delsa Solórzano, aliados do líder opositor Juan Guaidó, que deve se reunir neste fim de semana com a missão eleitoral europeia, indicou à AFP uma fonte próxima à oposição.

Reconhecido como presidente da Venezuela por 50 países, incluindo os Estados Unidos, Guaidó promove negociações - apoiadas por Washington, Bruxelas e Ottawa - com o governo Maduro para acertar um calendário eleitoral, que inclui as presidenciais, em troca do levantamento de sanções econômicas que sufocam o governante chavista.

O balanço dos especialistas da UE "deve refletir as condições, não apenas técnicas, mas também políticas, do contexto" em relação às regionais, destacou Guaidó em entrevista coletiva na última quarta-feira, esperando que seja uma "avaliação clara".

Uma comissão europeia visitou a Venezuela em 2020 para tentar convencer as autoridades a adiar as eleições legislativas daquele ano, a fim de que uma missão de observação as acompanhasse. Mas os esforços foram em vão e as eleições foram realizadas, apesar do boicote da oposição, que deixou o caminho livre para o chavismo, que retomou o controle do Parlamento hoje presidido por Jorge Rodríguez, com maioria esmagadora.

A UE considera que o Parlamento eleito em 2015, presidido por Guaidó e cujo mandato terminou em janeiro de 2021, foi "a última liberdade de expressão dos venezuelanos em um processo eleitoral".


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