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Estado de Minas CASABLANCA

Jornalista marroquino é condenado a cinco anos de prisão por "agressão sexual"


09/07/2021 20:50

O jornalista marroquino Soulaimane Raissouni, que está em greve de fome há 93 dias, foi condenado nesta sexta-feira (9) a cinco anos de prisão por "agressão sexual" contra um homem.

Desde maio de 2020, Raissouni, 49, está em prisão preventiva depois que um ativista LGTB entrou com uma ação contra ele por "agressão sexual", fatos que o jornalista nega. Seus apoiadores classificam o processo de "julgamento político", enquanto o homem que apresentou a acusação rejeita ser "um instrumento político".

À tarde, o juiz ordenou que o jornalista, ausente do julgamento desde meados de junho, fosse convocado para ouvir a sentença, mas Raissouni "recusou", de acordo com a ata lida no Tribunal de Justiça de Casablanca.

"É uma carnificina judicial, como um réu pode ser condenado em sua ausência? Nunca vi! A sentença é a imagem perfeita deste julgamento", declarou o advogado de Raissouni, Miloud Kandil, à AFP ao deixar o tribunal.

A defesa se recusou a litigar desde terça-feira em protesto contra a recusa do juiz em hospitalizar o réu e, em seguida, levá-lo ao tribunal para interrogatório.

O jornalista afirmou que estava disposto a ir desde que "fosse transportado de ambulância e tivesse uma cadeira de rodas".

O tribunal considerou a ausência como uma "negativa" e deu sequência ao processo sem o réu.

Na audiência final, o Ministério Público requereu a pena máxima para Raissouni, considerando que as suas declarações são "contraditórias" enquanto as do demandante são "concordantes e coerentes".

A sentença de Raissouni acarreta uma indenização para a suposta vítima no valor de 100.000 dirhams (cerca de 11.200 dólares).


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