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Estado de Minas MADRI

Ativista anticorrupção é condenado por extorsão na Espanha


09/07/2021 19:07

O fundador da controversa associação anticorrupção Mãos Limpas, Miguel Bernad, foi condenado a quatro anos de prisão por fazer parte de uma rede de extorsão de fundos de grandes empresas, anunciou nesta sexta-feira (9) a justiça espanhola.

O ativista espanhol foi condenado "por extorquir entidades bancárias e empresas para que pagassem em troca de evitar ações judiciais ou campanhas de descrédito contra elas", disse o tribunal da Audiência Nacional em um comunicado.

Luis Pineda, considerado o chefe da rede, fundador da Associação de Usuários de Serviços Bancários (Ausbanc), foi condenado a oito anos de prisão pelos mesmos crimes.

Pineda e Bernad tentaram chantagear "a maioria dos bancos espanhóis", bem como grandes multinacionais como Nissan e Volkswagen, exigindo às vezes vários milhões de euros, segundo o tribunal.

Ambos também foram acusados de tentar extorquir vários milhões de euros de dois bancos em troca da retirada das acusações contra a infanta Cristina de Bourbon em 2015, mas os juízes absolveram os dois nesse processo por falta de provas.

Seis outros acusados, membros de duas associações, foram absolvidos em todo o caso.

A Mãos Limpas, fundada em 1995 e batizada em homenagem à operação anticorrupção Mani Pulite na Itália, iniciou processos judiciais e atuou como parte civil em diversas ações legais contra a corrupção de grandes empresas e membros da família real.

Neste processo aberto em 2018, o Ministério Público espanhol havia solicitado uma pena de 118 anos de prisão para Pineda e 24 anos para Bernad.


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