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Estado de Minas BRASÍLIA

Milhares de bolsonaristas se manifestam a favor das armas em Brasília


09/07/2021 16:00

Milhares de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram às ruas nesta sexta-feira (9) a favor da flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil, uma das principais bandeiras do presidente.

Convocados pelo movimento Proarmas com o slogan "Não é sobre armas, é sobre liberdade", os manifestantes se reuniram em frente à Catedral de Brasília e marcharam pela Esplanada dos Ministérios.

Vestidos de branco, os participantes do protesto - muitos sem máscaras para proteção contra a covid-19 - reivindicaram o direito de se defender e pediram "o fim da perseguição cultural" contra os entusiastas de armas, como caçadores, atiradores esportivos e colecionadores.

"Hoje todos os bandidos têm acesso a armas e os cidadãos de bem não, as pessoas honestas não têm acesso a armas, por isso é muito importante que a gente resgate essa liberdade", afirmou à AFP Marcelo Duarte, de 46 anos, que levava seu filho nos ombros.

"Estou aqui pela defesa, pela liberdade, pelo de direito de defender a minha familia, de me defender e principalmente pela liberdade de expressão, e pela segurança de todos nós", disse Viviane Duarte, de 44 anos.

Em seus mais de dois anos no poder, Bolsonaro assinou mais de 30 decretos para que os brasileiros possam adquirir ou portar armas com mais facilidade, mas muitos deles foram barrados pelo Poder Legislativo ou Judiciário.

Os manifestantes também denunciaram a "interferência" desses poderes com relação ao voto impresso, uma demanda frequente do presidente, que desconfia do sistema de votação eletrônica e alega que pode haver fraude nas eleições presidenciais de 2022.

O presidente vem mobilizando sua base mais extremista há meses, em um momento em que sua popularidade está em baixa.

A pesquisa Datafolha divulgada entre quinta e sexta-feira revela que o índice de desaprovação de Bolsonaro ultrapassou 50% pela primeira vez e confirma que ele seria amplamente derrotado em 2022 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esses números são consequência de sua gestão da pandemia, que já deixou mais de 530 mil mortos no Brasil. No Senado, a CPI da Covid apura suas supostas omissões no enfrentamento ao coronavírus, bem como possíveis irregularidades na negociação de vacinas por seu governo.


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