A polícia deteve nove pessoas na segunda-feira - seis delas estudantes do ensino médio - em uma operação na qual, segundo o corpo de segurança, se frustrou um atentado com bombas em vários pontos da cidade.
Supostamente, o grupo tentou fabricar uma bomba com TATP (peróxido de acetona), um potente explosivo.
O jovem de 15 anos é a pessoa mais jovem acusada em virtude da lei de segurança nacional que o governo central chinês impôs em Hong Kong no ano passado.
Os outros dois acusados têm 17 e 19 anos. Os três recusaram pagar a fiança e permanecerão detidos enquanto a investigação avança.
Nesta quarta-feira, a advogada do jovem de 15 anos afirmou que seu cliente foi interrogado pela polícia por três horas sem contar com a assistência de um advogado.
"Os oficiais disseram a ele que não precisava de nenhum advogado se sua mãe estivesse ali", disse a advogada, que acrescentou que os policiais obrigaram seu cliente a desbloquear seu celular, puxaram seu cabelo e o ameaçaram.
Hong Kong foi palco em 2019 de gigantescas manifestações pró-democracia duramente reprimidas pelas autoridades locais pró-China. Desde então, aumentaram as restrições na ex-colônia britânica, em virtude principalmente da lei de segurança nacional, que proíbe qualquer forma de dissidência.
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