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Estado de Minas SAN SALVADOR

Bukele agradece EUA por "lista Engel", mas diz ter sua própria


02/07/2021 20:57

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, agradeceu aos Estados Unidos nesta sexta-feira (2) por terem elaborado uma lista de funcionários envolvidos em atos de corrupção e contra instituições democráticas, embora tenha esclarecido que o país centro-americano tem sua própria inteligência.

"Obrigado pela lista, mas em El Salvador temos a nossa própria", reagiu Bukele no Twitter ao comentar a chamada lista Engel do Departamento de Estado, que inclui os nomes de 50 funcionários e ex-funcionários de El Salvador, Guatemala e Honduras considerados "atores corruptos e antidemocráticos" com entrada proibida nos Estados Unidos.

No caso de El Salvador, destacam-se pessoas próximas a Bukele: sua chefe de gabinete, Carolina Recinos, e o ministro do Trabalho, Rolando Castro. Também constam os nomes dos ex-ministros da Segurança e Agricultura, Rogelio Rivas e Pablo Anliker Infante, respectivamente.

Quem também está na lista é o atual juiz do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Guillermo Wellman Carpio, acusado de apurar resultados "para seu benefício pessoal".

"Hoje estamos dando mais um passo na luta contra a corrupção na Guatemala, Honduras e El Salvador ao anunciar restrições de visto para atores corruptos e não democráticos", declarou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, no Twitter na quinta-feira.

O governo Joe Biden atribui à corrupção no Triângulo Norte da América Central grande parte das péssimas condições que motivam a migração irregular para a fronteira sul dos Estados Unidos, que registrou números recordes de chegadas de migrantes nos últimos meses.

Para El Salvador, há também dois membros proeminentes da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que governou El Salvador (2009-2019): José Luis Merino e Sigfrido Reyes.

Após a publicação da lista de Engel na quinta-feira, 12 organizações, incluindo ONGs, universidades e grupos empresariais pediram ao governo salvadorenho em uma declaração conjunta, intitulada "Não processar a corrupção é ser cúmplice da corrupção", que "afastasse" os funcionários apontados de seus cargos.

Além disso, as organizações da sociedade civil, em face dos casos denunciados, solicitam uma "investigação independente" por uma comissão internacional "fora" do Ministério Público do país.

Diante do pronunciamento das organizações, Bukele reagiu: "tudo coreografado. É tão evidente que deveria ser risível".

"Quem quiser voltar ao passado, com os mesmos truques da reciclagem de 200 anos de colonialismo, está no seu direito", afirmou. "Aqueles de nós que não querem que nosso país volte a esse passado sombrio, vamos lutar", alertou.


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