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Estado de Minas ROMA

EUA pede a aliados repatriação de seus combatentes 'jihadistas' detidos na Síria


28/06/2021 09:35

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, pediu a seus aliados, nesta segunda-feira (28), em Roma, que repatriem seus cidadãos detidos na Síria por pertencerem ao grupo "jihadista" Estado Islâmico (EI).

"É uma situação insustentável, não pode continuar indefinidamente", disse Blinken durante uma reunião em Roma da coalizão formada contra o grupo "jihadista".

Cerca de 10.000 supostos combatentes do EI estão sendo mantidos no norte da Síria, depois de terem sido detidos por combatentes curdos, aliados de países ocidentais, segundo estimativas dos EUA.

"Os Estados Unidos apelam aos sócios da coalizão para que repatriem, ou reabilitem e, se for o caso, processem seus cidadãos", acrescentou Blinken.

França e Reino Unido, dois firmes aliados dos Estados Unidos e que também foram atingidos por letais ataques terroristas, estão muito relutantes a repatriar esses cidadãos "radicalizados".

Blinken elogiou a Itália por ser uma das poucas nações da Europa Ocidental a repatriar esses combatentes. Também elogiou os esforços de várias nações da Ásia Central, como o Cazaquistão, por terem recuperado 600 combatentes e suas famílias para integrá-los em programas de reabilitação.

Segundo um relatório da ONG Human Rights Watch publicado em março, as Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos, mantêm detidos em acampamentos especiais mais de 63.000 esposas e filhos de supostos combatentes do EI. Estas pessoas são procedentes de mais de 60 países.

Os extremistas do EI perderam quase todo seu território na Síria e no Iraque, onde lideraram um "califado". Nele, foram cometidos crimes atrozes, especialmente contra minorias religiosas e mulheres.


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