O acordo expirou na quinta-feira (24).
O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, escreveu para as autoridades iranianas sobre a questão.
E, segundo o comunicado divulgado pela AIEA, "o Irã não respondeu à sua carta, nem indicou se tinha a intenção de manter o acordo atual", que permite à agência continuar exercendo uma certa vigilância sobre o programa nuclear iraniano.
Grossi afirmou que "é necessária uma resposta imediata do Irã sobre o tema".
O Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano disse que tomaria "uma decisão" sobre a questão em sua "primeira reunião" após o fim do prazo, informou o site da televisão estatal do país na quarta-feira (23), citando o chefe de gabinete do presidente Hassan Rohani, Mahmud Vaezi.
Em fevereiro, o Irã limitou o acesso dos inspetores a algumas partes, mas a AIEA chegou a uma solução temporária de três meses com Teerã para garantir o nível necessário de vigilância. Esse pacto ficou em vigor de maio a 24 de junho.
O objetivo era dar um pouco mais de tempo aos diplomatas que estão reunidos em Viena, desde o início de abril, na tentativa de salvar o acordo internacional firmado em 2015.
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