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Estado de Minas JERUSALÉM

Nova espécie de homem pré-histórico é descoberta em Israel


24/06/2021 21:52

Pesquisadores israelenses anunciaram nesta quinta-feira (24) que encontraram restos ósseos de uma espécie de homem pré-histórico até então desconhecida pela ciência, fornecendo, assim, novos esclarecimentos sobre o curso da evolução humana.

Escavações arqueológicas realizadas perto da cidade central de Ramla, conduzidas por uma equipe da Universidade Hebraica de Jerusalém, encontraram vestígios pré-históricos que não correspondem a nenhuma espécie conhecida de Homo, incluindo os humanos modernos (Homo sapiens).

Em estudo publicado na revista "Science", antropólogos e arqueólogos da Universidade de Tel Aviv, liderados por Yossi Zaidner, batizaram a descoberta de "Nesher Ramla", em homenagem ao local onde os restos mortais foram encontrados.

A ossada data de 140.000 a 120.000 anos atrás e compartilha características comuns com os neandertais e outros tipos de homens arcaicos, disseram os pesquisadores em um comunicado. "Ao mesmo tempo, este tipo de Homo é muito diferente dos humanos modernos, com uma estrutura de crânio completamente diferente, sem queixo e dentes muito grandes", afirmaram.

Além de restos humanos, a escavação encontrou um grande número de ossos de animais e ferramentas de pedra.

"Os achados arqueológicos associados a fósseis humanos mostram que Nesher Ramla Homo tinha técnicas avançadas de produção de ferramentas de pedra e, possivelmente, interagiu com o Homo sapiens", explicou Zaidner. "Nunca imaginamos que, juntamente com o Homo sapiens, um Homo arcaico teria rondado a Terra em uma fase tão avançada da história humana", acrescentou.

A descoberta do Nesher Ramla lança dúvidas sobre a teoria de que os neandertais surgiram pela primeira vez na Europa antes de migrarem ao sul.

"Nossos achados sugerem que os famosos neandertais da Europa Ocidental são os únicos remanescentes de uma população muito maior que viveu aqui no Levante, e não o contrário", disse o antropólogo Israel Hershkovitz, da Universidade de Tel Aviv.

Segundo a dentista e antropóloga Rachel Sarig, da Universidade de Tel Aviv, as descobertas indicam que, "como uma encruzilhada entre África, Europa e Ásia, a terra de Israel serviu como um caldeirão onde diferentes populações humanas se misturaram e se espalharam pelo Velho Mundo".


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