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Estado de Minas LONDRES

Reino Unido acolhe afegãos que trabalharam com tropas britanicas


23/06/2021 10:48

Cerca de 30 afegãos que trabalharam como tradutores para o exército britânico e que temem represálias dos talibãs chegaram ao Reino Unido, informaram nesta quarta-feira (23) ativistas que defendem seus direitos.

O grupo chegou na terça-feira à noite em Birmingham e deve fazer uma quarentena devido às restrições anticovid, disse à AFP a ONG Suhla Alliance, que defende os direitos dos afegãos que colaboraram como tradutores com as tropas britânicas.

O governo se recusou a comentar essas informações, alegando questões de segurança.

No final de maio, Londres anunciou que iria acelerar a transferência dos afegãos que colaboraram com suas tropas, prometendo repatriar prioritariamente qualquer funcionário que se sentisse ameaçado, mesmo que já tivesse deixado de trabalhar para o Reino Unido.

Em 20 anos de conflito, o Reino Unido acolheu em seu território 1.300 afegãos que colaboraram com seus homens naquele país.

Ao anunciar o programa, que poderia beneficiar 3.000 colaboradores, a ministra do Interior Priti Patel explicou que o Reino Unido tem o "dever moral" de recebê-los devido aos "riscos assumidos no combate ao terrorismo".

Os tradutores receberão apoio durante quatro meses, mas depois disso "as dificuldades começam", alertou o coronel aposentado Simon Diggins, ex-adido militar britânico em Cabul, que hoje trabalha na Suhla Alliance.

Os milhares de intérpretes afegãos que trabalharam para os exércitos dos países-membros da Otan pedem há muito tempo para serem realocados, temendo represálias dos talibãs.

Em duas décadas de guerra, dezenas de intérpretes foram assassinados ou torturados por grupos islâmicos.

Segundo ativistas, muitos desses ex-funcionários locais são ignorados pelas normas diferentes dos países que os contrataram.


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