Jornal Estado de Minas

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Princesa das Astúrias premia criadores das vacinas anticovid

Sete cientistas de vários países cujas contribuições permitiram desenvolver rapidamente várias vacinas contra a covid-19 foram agraciados, nesta quarta-feira (23), com o Prêmio Princesa das Astúrias de Pesquisa Científica e Técnica.



"Com suas longas trajetórias na pesquisa básica, eles levaram a aplicações inovadoras como a obtenção, em um tempo extraordinariamente curto, de vacinas eficazes para combater a pandemia da covid-19", escreveu o júri.

Entre os vencedores estão os turcos Özlem Türeci e Ugur Sahin, fundadores do laboratório alemão BioNTech, especializado em RNA mensageiro, e que juntamente com o laboratório americano Pfizer desenvolveram a vacina pioneira mundial contra o coronavírus.

Também foram reconhecidos a bioquímica húngara Katalin Kariko e seu principal colaborador, o imunologista americano Drew Weissman, pioneiros na investigação das "possibilidades terapêuticas do RNA", abrindo caminho para as vacinas e Moderna, segundo o comunicado da Fundação Princesa das Astúrias.

O fundador da empresa de biotecnologia Moderna, o biólogo canadense Derrick Rossi, foi incluído entre os vencedores, por "explorar sua descoberta sobre a capacidade de transformar e reprogramar células-tronco pluripotentes graças às tecnologias baseadas em RNA".



O júri, presidido pelo físico Pedro Miguel Echenique, distinguiu igualmente a britânica Sarah Gilbert, pesquisadora da Universidade de Oxford, que liderou o desenvolvimento da vacina assim como o imunologista americano Philip Felgner, cujas descobertas "levaram ao desenvolvimento de vacinas de DNA".

Juntos, esses pesquisadores deram "uma demonstração extraordinária da capacidade da ciência para lidar" com uma pandemia "que mudou a vida cotidiana e a economia mundial", acrescentou a Fundação.

Na categoria Pesquisa Científica e Técnica, concorreram este ano 48 candidatos de 17 nacionalidades diferentes. A candidatura dos 'pais' das vacinas anticovid foi apresentada pelo biólogo britânico Peter Lawrence, premiado com o Princesa das Astúrias em 2007.

Os vencedores do ano passado nesta categoria foram os matemáticos franceses Yves Meyer e Emmanuel Candès, a belga Ingrid Daubechies e o australiano Terence Tao, por seu trabalho no desenvolvimento de teorias modernas de processamento de dados e sinais.

O prêmio, instituído em 1981, concede 50.000 euros (cerca de US$ 60.000) e uma escultura criada pelo falecido artista catalão Joan Miró.

Leva o nome da herdeira do trono de Espanha, a princesa Leonor, e é entregue pelos reis em outubro numa cerimônia solene em Oviedo, capital da região das Astúrias.

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