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Estado de Minas WASHINGTON

Republicanos bloqueiam reforma eleitoral no Senado


22/06/2021 23:46 - atualizado 22/06/2021 23:49

Os republicanos bloquearam nesta terça-feira (22) no Senado dos Estados Unidos o projeto democrata de proteção ao acesso ao voto, um tema polêmico após as eleições marcadas por acusações infundadas de fraude pelo ex-presidente Donald Trump.

Descartado um acordo bipartidário, a oposição republicana se uniu para impedir a maior reforma eleitoral em décadas no país.

Os democratas do presidente Joe Biden levaram a Lei Para o Povo (For the People Act) ao plenário em reação aos esforços polêmicos dos republicanos para impor novas regras eleitorais em dezenas de estados.

O projeto foi aprovado em março pela Câmara de Representantes controlada pelos democratas. Mas, na Câmara Alta, na qual cada um dos partidos tem 50 assentos, não alcançou o mínimo de 60 votos necessários para começar a ser debatido.

A Lei para o Povo (For The People Act) visa garantir que os americanos possam votar pelo correio sem restrições e tenham acesso total à votação antecipada. Também reforma as leis de financiamento de campanha e tenta impedir o redesenho das linhas distritais de acordo com os interesses partidários, uma prática contestada conhecida como 'gerrymandering'.

O líder democrata Chuck Schumer fez um apelo infrutífero aos seus colegas de bancada.

"Vamos permitir que o presidente mais desonesto da história continue a envenenar nossa democracia por dentro ou vamos nos levantar para defender o que gerações de americanos exigiram, se organizaram, reivindicaram nas ruas e morreram: o sagrado direito de votar?", perguntou.

Em seguida, Schumer fez uma repreensão mordaz aos republicanos. Enquanto todos os democratas votaram para proteger o acesso ao voto, "a supressão do voto tornou-se parte da plataforma oficial do Partido Republicano", criticou.

O bloqueio do projeto continuará a ser uma tempestade que paira sobre as eleições de meio de mandato de 2022 e além.

Havia a preocupação de que alguns democratas moderados, liderados pelo senador Joe Manchin, não apoiariam o texto.

Manchin, no entanto, ficou ao lado do partido depois que seus líderes chegaram a um "acordo de bom senso" que ele propôs.

- Sob ataque -

A Casa Branca admitiu que a votação do texto poderia fracassar, mas também emitiu uma declaração de apoio na qual destacou que o direito ao voto dos americanos "está sob ataque" como resultado de decisões tomadas pelos republicanos em legislaturas estaduais.

Os republicanos permaneceram firmemente contra a iniciativa democrata.

O principal republicano do Senado, Mitch McConnell, disse em um discurso antes da votação que este projeto democrata é um "plano distintamente partidário para inclinar todas as eleições nos Estados Unidos permanentemente a seu favor".

Agora, os democratas estão sob pressão para superar o obstrucionismo, um procedimento que permite que a minoria do Senado bloqueie a legislação, a menos que o projeto de lei obtenha o apoio de 60 dos 100 membros da Câmara.

A Casa Branca havia admitido na segunda-feira que a derrota suporia "enfrentar uma nova conversa sobre o caminho futuro", incluindo o destino do obstrucionismo.

Schumer afirmou que a derrota do projeto não é o fim das ações pelo direito ao voto, mas sim o começo.

"Vamos explorar cada uma de nossas opções", disse ele. "Devemos fazer isso", acrescentou.

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