Jornal Estado de Minas

JERUSALÉM

Polícia israelense inculpado por la muerte de de un palestino autista

Um policial israelense foi acusado da morte de Iyad Hallak, um palestino autista que estava desarmado, baleado há um ano na Cidade Velha de Jerusalém - anunciou o Ministério da Justiça na quinta-feira.



Iyad Hallak, 32, morreu perto da Porta dos Leões em Jerusalém Oriental, em 30 de maio de 2020. A área fica no setor palestino da cidade santa, ocupada e anexada por Israel desde 1967.

Segundo testemunhas, o policial gritou com Hallak, que, de acordo com sua família, tinha a idade mental de um garoto de oito anos. Intimidado, o palestino correu. Durante a perseguição, ele colocou a mão no bolso, visivelmente procurando seu telefone.

O agente disse acreditar que Hallak estaria, na verdade, procurando uma arma. Atirou em suas pernas, e o palestino autista caiu no chão.

"Embora Iyiad estivesse no chão, ferido, e não tivesse nada nas mãos, e nada em seu comportamento justificasse isso, o suspeito atirou na parte superior do corpo de Iyad", afirma a ata de acusação.

A acusação oficial apresentada pela promotoria israelense nesta quinta-feira é homicídio culposo, "por negligência". A identidade do policial não foi divulgada.

A morte de Iyad Hallak despertou a indignação dos palestinos e coincidiu com a morte nos Estados Unidos do afro-americano George Floyd, pelas mãos da polícia. Este episódio gerou manifestações no mundo inteiro.

O presidente palestino, Mahmud Abbas, denunciou um "crime de guerra" e uma "execução", enquanto o então primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou a morte de Iyad Hallak de "tragédia", oferecendo seus pêsames à família.

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