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Estado de Minas BRUXELAS

UE abre as portas aos turistas americanos e franceses aposentam a máscara em locais abertos


16/06/2021 22:28 - atualizado 16/06/2021 22:31

A União Europeia (UE) deu um novo passo rumo à normalidade nesta quarta-feira (16), ao aprovar o retorno dos turistas americanos, mesmo que não estejam vacinados, uma imagem que contrasta com a "situação dramática em Moscou", onde vacinações obrigatórias serão impostas.

A pandemia do coronavírus, que já causou mais de 3,8 milhões de mortes no planeta, segundo dados oficiais, avança a duas velocidades: retrocede em lugares como Estados Unidos e Europa ocidental, onde a vacinação avança a bom ritmo, e continua castigando outros, como Índia e América Latina, a região com o maior balanço global de mortes (1,2 milhão, incluindo o Caribe).

Em um símbolo claro de que a situação sanitária está melhorando na Europa, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou que, a partir de quinta-feira (17), a máscara não será mais obrigatória ao ar livre e também antecipou o fim do toque de recolher, a partir de domingo (20).

Com o verão prestes a começar na Europa, os 27 países da UE ampliaram a lista de países, cujos cidadãos têm permissão para viagens não essenciais, o que permitirá a entrada de seus passageiros sem justificativa.

Além dos Estados Unidos, foram incluídos nesta lista Albânia, Líbano, Macedônia do Norte, Sérvia, Taiwan, Hong Kong e Macau. Na lista anterior já constavam Japão, Austrália, Israel, Nova Zelândia, Ruanda, Singapura, Coreia do Sul e Tailândia.

Mesmo assim, a UE dá a seus países-membros o poder de impor condições a esses turistas, como testes de diagnóstico, ou quarentenas.

Para entrar nessa lista, um país deve registrar menos de 75 casos de covid por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, como é o caso dos Estados Unidos.

- Reabertura e levantamento de restrições -

O país norte-americano é, no entanto, o mais afetado no mundo pelo vírus, em termos globais, e ultrapassou ontem 600 mil mortes por covid-19, uma "marca triste" para o presidente Joe Biden, que pediu aos americanos que sejam vacinados "o mais rapidamente possível".

Esse número simbólico foi ultrapassado em um momento em que grande parte do país recuperou a normalidade. O estado da Califórnia suspendeu quase todas as restrições, assim como a cidade de Nova York, onde mais de 70% dos habitantes receberam pelo menos a primeira dose da vacina.

Ao mesmo tempo, um medicamento para a artrite readaptado mostrou resultados positivos em um ensaio clínico com pacientes hospitalizados com a covid-19, de acordo com um artigo publicado nesta quarta-feira no "New England Journal of Medicine". O tofacitinibe, administrado por via oral e vendido sob a marca Xeljanz, foi testado em um estudo com 289 pacientes hospitalizados com covid grave em 15 localidades do Brasil.

Após 28 dias, 18,1% do grupo que recebeu o tofacitinibe progrediu para insuficiência respiratória ou morte, em comparação com 29% no grupo do placebo.

Na Índia, apesar de o país liderar a lista de mortes por covid-19 em 24 horas (2.542), o mausoléu turístico do Taj Mahal reabriu suas portas nesta quarta-feira após dois meses de fechamento. Este intervalo coincidiu com uma virulenta segunda onda do vírus no país.

"Fico feliz em visitá-lo, é incrível", disse, maravilhada, a brasileira Melissa Dalla Rosa, uma das poucas turistas que não quiseram perder sua reabertura.

- Vacinações obrigatórias em Moscou -

Em Moscou, o prefeito Serguei Sobianin decretou a vacinação obrigatória de todos os funcionários do setor de serviços, ante a situação sanitária crítica na capital russa, que, com seus 12 milhões de habitantes, é o epicentro da onda mais recente de coronavírus naquele país, onde a população resiste a se vacinar.

Em Moscou, apenas 1,8 milhão de pessoas foram imunizadas, apesar de o prefeito Sobianin ter anunciado na semana passada o sorteio de um carro entre aqueles que tiverem recebido pelo menos uma dose da vacina. Na Inglaterra, o governo anunciou que todas as pessoas que trabalham em asilos terão que se vacinar.

A situação permanece dramática na América Latina, onde Brasil e Colômbia ficam atrás da Índia no número de mortes nas últimas 24 horas (2.468 e 599, respectivamente), e o Peru continua sendo o país com maior mortalidade em relação à sua população (574 por cada 100 mil habitantes).

A cepa detectada em agosto de 2020 no país andino foi designada variante "de interesse" pela Organização Mundial da Saúde (OMS), etapa anterior para a eventual inclusão como variante "preocupante".

A autoridade sanitária vai estudar agora a capacidade de contágio e resistência dessa variante, batizada de Lambda. Predominante no Peru, ela está presente em vários países da América Latina, como Argentina e Chile. O Peru irá manter a suspensão dos voos com origem em Brasil, África do Sul e Índia.

O novo coronavírus também segue causando estragos na Copa América, que é realizada no Brasil e sem público. Até o momento, 53 casos de covid-19 foram registrados nas seleções participantes, principalmente de Venezuela, Bolívia e Colômbia.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) pediu o endurecimento das medidas para conter a propagação do vírus em locais de alta transmissão.


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