A China confirmou o lançamento de três astronautas, nesta quinta-feira (17/6), às 9h22 locais (22h22 em Brasília), para sua nova estação espacial, em construção, para uma primeira missão de três meses.
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UE valida os primeiros planos de reativação pós-covidCúpula Biden-Putin começa com um aperto de mãosOito anos de governo Rohani levaram Irã da euforia à decepçãoO trio embarca a bordo da espaçonave Shenzhu-12, impulsionada por um foguete Longa Marcha 2F, que irá atracar em Tianhe ("Harmonia Celestial"). Por enquanto, este é o único módulo da estação posta em órbita terrestre baixa em 29 de abril (350-390 km de distância).
A bordo, os astronautas se dedicarão a trabalhos de manutenção, instalação, saídas para o espaço, preparação de futuras missões e de próximas estadas de outros tripulantes.
A missão Shenzhu-12 é o terceiro dos 11 lançamentos que serão necessários para a construção da estação entre 2021 e 2022. Ao todo, estão previstas quatro missões tripuladas.
Além de Tianhe, que já está em órbita, os dois módulos restantes - que serão laboratórios de biotecnologia, medicina, ou astronomia - serão enviados ao espaço no ano que vem.
Depois de concluída, a estação terá uma massa de cerca de 90 toneladas, com expectativa de vida útil de pelo menos 10 anos, de acordo com a agência espacial chinesa. Será muito menor do que a ISS e similar à estação soviética Mir, lançada em 1986 e desativada em 2001.
A China investiu bilhões de dólares ao longo de décadas para alcançar potências espaciais como Estados Unidos e Rússia. Até agora, enviou humanos ao espaço, sondas à Lua e, no mês passado, colocou um robô em Marte.
O interesse chinês em ter sua própria base humana na órbita da Terra foi impulsionado pela proibição americana de seus astronautas estarem na ISS.