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Estado de Minas NAYPYIDAW

Líder birmanesa deposta Aung San Suu Kyi é julgada por sedição


15/06/2021 12:56

A ex-líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, derrubada por um golpe de Estado militar e acusada pela junta várias vezes, compareceu nesta terça-feira (15) ao tribunal por uma denúncia de sedição que, para muitos observadores, é motivada por questões políticas.

Ontem, a líder civil, que se encontra em prisão domiciliar desde o golpe de 1º de fevereiro, foi julgada por importação ilegal de walkie-talkies, desrespeito dos protocolos contra a covid-19 e violação de uma lei sobre telecomunicações.

Nesta terça-feira, a prêmio Nobel da Paz 1991 enfrenta um segundo processo, neste caso por sedição, junto ao ex-presidente da república Win Myint em um tribunal que realizou a audiência a portas fechadas na capital Naypyidaw.

Ela ainda não pôde se defender diante do tribunal, mas "é resistente (...) e se mostra confiante", disse à AFP Min Min Soe, uma de suas advogadas.

Na véspera, outro advogado, Khin Maung Zaw, disse que eles se preparam "para o pior". Caso seja declarada culpada, ela poderia ser condenada a muitos anos de prisão.

As audiências devem ser retomadas na próxima semana.

Aung Suu Kyi também é acusada de ter violado uma lei sobre segredos de Estado da época colonial e por corrupção, acusada de ter recebedo mais de meio milhão de dólares e 10 kg de ouro em subornos.

Até o momento, nenhuma data foi anunciada para esses dois processos, cujas acusações podem gerar as piores penas.

Vários observadores consideram que essas acusações correspondem ao objetivo político de neutralizar Aung San Suu Kyi, ícone da democracia sob os regimes militares anteriores e grande vencedora das eleições de 2015 e 2020.

Sua imagem, no entanto, foi manchada nos últimos anos pelo êxodo a Bangladesh de centenas de milhares de muçulmanos rohinyas em 2017 que fugiam do exército de Mianmar.

Desde o golpe, este país do sudeste asiático se encontra em um momento turbulento, com manifestações constantes, greves em massa que paralisam a economia e combates entre o exército e facções rebeldes.


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