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Estado de Minas HAVANA

Cuba rejeita resolução 'intervencionista' do Parlamento Europeu sobre DH


10/06/2021 19:06

Cuba rejeitou nesta quinta-feira (10) uma resolução aprovada pelo Parlamento Europeu, que mantém a pressão sobre a ilha por causa da detenção de opositores, qualificando-a de "espúria e intervencionista" e ressaltando que foi promovida por um grupo de eurodeputados alinhados com Washington.

"Reiteramos nosso enérgico repúdio a essa anomalia promovida pelos representantes mais extremistas dos grupos políticos espanhóis Partido Popular e Vox, que não têm nenhuma moral para julgar Cuba", destacou a Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Nacional (Parlamento), em uma declaração publicada em seu portal na internet.

Segundo o texto, nesta "resolução espúria e intervencionista", que "tira credibilidade desta instituição e reflete a dupla moral em relação à nação cubana", "não existe (...) intenção alguma de cooperar ou dialogar, nem a mínima expressão de respeito a Cuba como país livre".

"Uma resolução como esta, repleta de dois pesos e duas medidas, não nos tira o sono", apontou a comissão.

No documento, aprovado por 386 votos a favor e 236 contra, com 59 abstenções, os eurodeputados condenaram "a existência de presos políticos, a perseguição política persistente e permanente, os atos de assédio e as detenções arbitrárias de dissidentes" em Cuba.

Eles instaram as autoridades cubanas "a libertarem imediatamente" as pessoas vinculadas ao contestatário Movimento San Isidro (MSI), e lamentaram que "apesar da entrada em vigor do Acordo de Diálogo Político e Cooperação há quase quatro anos, a situação sobre os direitos humanos e a democracia não tenha melhorado" na ilha.

O artista dissidente Luis Manuel Otero Alcántara esteve hospitalizado por 29 dias sem comunicação com o exterior após ter entrado em greve de fome por oito dias depois que agentes da polícia lhe tiraram suas obras.

Maykel Osorbo, coautor da polêmica música "Patria y Vida", está detido com várias acusações. O governo cubano os acusa de serem administrados e financiados pelo exterior.

Vários ativistas denunciam que são impedidos de sair de casa e que têm o acesso à internet bloqueado.

Em sua declaração, os legisladores cubanos destacaram que o Parlamento Europeu se fez "refém de um pequeno grupo de eurodeputados" de extrema direita, "obcecados em destruir a revolução", com vínculos com organizações de Miami, financiadas pelos Estados Unidos.

O Parlamento Europeu está "ao lado do povo cubano, fazendo uma clara distinção entre o governo e as pessoas", disse Manuel Cuesta Morua, promotor da plataforma Cuba en Plural, que pede a autorização de mais partidos, em uma reação enviado para a AFP.

Considerou que o acordo com a União Europeia deve ser mantido, mas decidiu que "a vontade das partes de o cumprir" seja revista.

Daniel Ferrer, líder da oposição União Patriótica de Cuba (Unpacu), escreveu no Twitter: "Comemoramos e agradecemos a histórica e solidária resolução que o Europarlamento acaba de aprovar. O povo cubano está muito agradecido".

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