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Estado de Minas WASHINGTON

EUA se preocupam com navios iranianos que parecem levar armas para a Venezuela


10/06/2021 17:45

Os Estados Unidos estão preocupados com a presença no Atlântico de dois navios iranianos que parecem estar carregados com armas destinadas à Venezuela, admitiu nesta quinta-feira (10) o chefe do Pentágono, Lloyd Austin, ainda que tenha se mantido cauteloso sobre possíveis planos para impedir esse transporte.

A imprensa dos EUA divulgou fotos de satélite nos últimos dias mostrando um dos dois navios, o Makran, carregado com meia dúzia de lanchas semelhantes às usadas pela Guarda Revolucionária no Golfo, mas até agora o Pentágono havia se recusado a comentar sobre o assunto.

Segundo fontes anônimas citadas pelo Politico, o Makran e a fragata Sahand circundaram a África e passaram pelo Cabo da Boa Esperança antes de entrarem no oceano Atlântico, a primeira vez que navios de guerra iranianos fazem essa rota.

"Acredita-se que essas embarcações carreguem armas para cumprir um acordo que o Irã e a Venezuela firmaram há um ano", disse o influente senador democrata Richard Blumenthal durante uma audiência com o secretário de Defesa perante o Comitê das Forças Armadas do Senado.

"O precedente de permitir que navios iranianos forneçam armas à região me causa grande preocupação", acrescentou ele, antes de perguntar a Austin se ele compartilhava seu receio.

"Estou muito preocupado com a proliferação de armas, qualquer tipo de arma, em nossa vizinhança", respondeu Austin. "Então eu compartilho sua preocupação."

Enquanto Blumenthal levantava a possibilidade de que a Venezuela tenha encomendado mísseis de longo alcance de Teerã, o chefe do Pentágono se absteve de dar qualquer indicação da natureza do armamento que os navios iranianos carregariam, dizendo que preferia dar detalhes a portas fechadas.

No entanto, ele afirmou que não havia discutido os movimentos do navio com nenhum governante da região.

Uma possível entrega de armas iranianas à Venezuela seria uma "provocação e seria entendida como uma ameaça aos nossos parceiros" na América Latina e no Caribe, advertiu um alto funcionário norte-americano citado na quarta-feira pelo Politico.

"Reservamo-nos o direito de tomar as medidas cabíveis, em coordenação com nossos parceiros, para desencorajar o transporte ou entrega das referidas armas", acrescentou o funcionário, que pediu anonimato.


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