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Estado de Minas WASHINGTON

Israel diz que Hamas escondia sistema de bloqueio em prédio de imprensa destruído em Gaza


08/06/2021 14:42 - atualizado 08/06/2021 14:43

Israel afirmou nesta terça-feira (8) que o movimento islâmico Hamas estava escondendo um sistema usado para interferir nas defesas aéreas no prédio em Gaza que abrigava a mídia internacional e que foi destruído pelo Exército israelense.

O embaixador de Israel nos Estados Unidos, Gilad Erdan, deu a explicação mais detalhada até o momento sobre a decisão de atacar a torre quando se reuniu em Nova York com dirigentes da agência de notícias Associated Press, que teve seus escritórios naquele prédio pulverizados em 15 de maio, durante o conflito entre Israel e Hamas.

"A unidade estava desenvolvendo um sistema de bloqueio eletrônico para ser usado contra o sistema de defesa 'Iron Dome'", disse Erdan, referindo-se ao escudo antimísseis que intercepta foguetes do Hamas.

Ele elogiou o papel da Associated Press e disse não imaginar que os funcionários da AP estivessem cientes do suposto uso do prédio pelo Hamas.

"Israel fez todo o possível para garantir que nenhum funcionário ou civil fosse ferido durante esta importante operação", disse ele em um comunicado divulgado um dia após sua reunião com executivos da AP.

"Ao contrário, o Hamas é uma organização terrorista genocida que não se preocupa com a imprensa. Coloca propositalmente sua máquina terrorista em áreas civis, inclusive em escritórios usados pela mídia internacional", disse.

Erdan garantiu que Israel está "disposto a ajudar" a Associated Press a reconstruir seu escritório em Gaza, controlado pelo Hamas.

Expandindo as declarações do embaixador, as Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram que "o ataque foi planejado para derrubar o prédio e, assim, garantir a destruição" do sistema de bloqueio, de acordo com um comunicado.

"Era um alvo de alto valor militar" e "foi examinado de acordo com os procedimentos rigorosos das FDI e de acordo com o direito internacional", acrescentou.

A AP chamou a conversa de "positiva e construtiva" e disse que Erdan explicou por que Israel viu o prédio como uma "ameaça urgente".

No entanto, acrescentou que "ainda não recebemos evidências para apoiar essas alegações", de acordo com um comunicado.

"A AP continua pedindo a liberação total de qualquer evidência nas mãos dos israelenses", disse.

A AP e grupos internacionais de defesa dos direitos de mídia pediram anteriormente uma investigação independente sobre as alegações de que o prédio da Torre de Jala era usado pelo Hamas.

O ataque aéreo também destruiu o escritório da Al Jazeera, a rede de televisão sediada no Catar que frequentemente irrita Israel e os países árabes com sua cobertura.

O ataque ocorreu durante uma escalada militar de 10 a 21 de maio, na qual o Hamas disparou foguetes contra Israel em resposta ao que considerou uma provocação em Jerusalém contra a população palestina.

Os ataques israelenses mataram 260 palestinos, incluindo 66 crianças e alguns combatentes, e feriram mais de 1.900 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

Foguetes e outros disparos de Gaza mataram 13 pessoas em Israel, incluindo um menino e uma adolescente árabe-israelense e um soldado israelense, segundo médicos e militares. Cerca de 357 pessoas ficaram feridas em Israel.


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