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Estado de Minas BRUXELAS

Presidente do Conselho Europeu defende acordo com a China antes de reunião com EUA


08/06/2021 06:13

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu os esforços do bloco para alcançar um difícil acordo com a China sobre a proteção de investimentos, antes dos encontros que terá com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Michel se reunirá com Biden na reunião de cúpula do G7 no fim de semana na Cornualha, antes de recebê-lo em Bruxelas na próxima semana para negociações entre Estados Unidos e União Europeia.

Ele enfatizou que os esforços de Biden para reparar os laços com a UE marcam um retorno a uma "associação forte", depois da tensão durante a administração de Donald Trump.

Michel insistiu que a Europa não deixará de lado "nossos valores fundamentais, nossas liberdades fundamentais e os direitos humanos" em suas negociações com uma China cada vez mais assertiva.

Mas defendeu o longo esforço da UE para negociar um "Acordo Integral de Investimento" com a China, adiado pelas recentes disputas sobre as sanções provocadas por questões de direitos humanos.

"Queremos reequilibrar nossa relação econômica com a China", disse.

"Nos últimos anos, decidimos facilitar o acesso ao nosso mercado único", declarou, em referência às recentes investidas econômicas da China na Europa.

"Mas há falta de reciprocidade e falta de equidade. Por isso tentamos no ano passado acelerar as negociações em relação a este acordo de investimentos", explicou o belga.

"Sei que há um debate democrático na Europa sobre a questão deste acordo de investimentos, mas estou pessoalmente convencido de que o que está sobre a mesa é um grande passo na direção correta", completou.

Comissão Europeia e China deram a aprovação política ao ambicioso acordo sobre investimentos no fim do ano passado, depois de sete anos de árduas negociações, graças ao impulso final da Alemanha.

Mas a Comissão suspendeu os esforços para assegurar a ratificação do acordo depois que a China adotou sanções e proibições de visto a legisladores e acadêmicos europeus.

O acordo também surpreendeu o governo dos Estados Unidos, já que a administração Biden espera reunir seus aliados tradicionais para ajudar a conter o avanço da China.


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