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Estado de Minas IMUNIZAÇÃO EFICAZ

Nova York tem 1º dia sem mortes e vira vitrine do sucesso da vacinação

Média móvel de casos de covid-19 nos EUA cai vertiginosamente desde meados de abril, fruto da campanha de vacinação


05/06/2021 13:50 - atualizado 05/06/2021 14:52

ônibus circulam pela cidade com vacinação gratuita(foto: nyc health and hospitals)
ônibus circulam pela cidade com vacinação gratuita (foto: nyc health and hospitals)


As imagens de Nova York voltaram a estampar as notícias sobre a pandemia nos EUA. Agora, em vez de fotos de caminhões frigoríficos usados para armazenar corpos de vítimas da covid-19, as informações sobre a cidade são ilustradas por cenas de estádios e parques lotados.

Nova York virou uma vitrine do sucesso da vacinação nos EUA ao comemorar queda de 95% no número de casos por covid-19 e 24 horas sem nenhuma morte causada pelo coronavírus. A marca não era vista desde meados de março de 2020, quando o vírus começou a se espalhar no país. "É impressionante ver o progresso realizado", celebrou publicamente o prefeito, Bill de Blasio.

Os dados de Nova York estão em linha com o panorama nacional de redução dos doentes diante do aumento de vacinados. A média móvel de casos de covid-19 nos EUA cai vertiginosamente desde meados de abril, fruto da campanha de vacinação. Até agora, 63% dos adultos americanos receberam pelo menos uma dose das três vacinas disponíveis para aplicação. Em 12 dos 50 Estados, o número chega a 70%.

Nesta semana, os EUA registraram em média de 14,3 mil casos diários de covid-19, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças. O número é o mais baixo desde 24 de março de 2020, dia em que a Organização Mundial da Saúde alertou que o país seria o novo epicentro do coronavírus. Na época, a curva de casos - e mortes - de covid-19 só crescia. Os EUA já registraram, em um único dia, 306 mil novas infecções.

As mortes também despencaram no país. Em janeiro, a cada 100 mil habitantes, 7,5 morriam de covid na média móvel semanal. As vacinas começaram a ser aplicadas em meados de dezembro, mas restritas a profissionais de saúde em um primeiro momento. Mas desde a metade de abril qualquer pessoa que queira pode ser vacinada nos EUA. Como consequência, o número de mortes por 100 mil habitantes passou para 0,68.

Com 331 milhões de habitantes, os EUA tiveram cerca de 400 mortes por dia na última semana. No pico da primeira onda, em abril de 2020, o número de óbitos diário chegou 2,7 mil. No início de janeiro, bateu 4,1 mil.

Em abril, só a cidade de Nova York chegou a registrar mais de 1 mil mortos por dia. O município tem a maior densidade populacional dos EUA, um desafio para as políticas de distanciamento social, e virou o epicentro da pandemia no país. As ruas agitadas de Manhattan deram lugar ao silêncio e ao vazio. Agora, restaurantes, bares, eventos esportivos, shows, teatros passaram a operar em capacidade máxima. Com mais de 57% dos adultos "totalmente vacinados" - que significa ter recebido as duas doses necessárias para imunização no caso das vacinas da Pfizer e da Moderna - a cidade continua a ver queda nos casos, mesmo com relaxamento de medidas de prevenção.

"Nosso programa de vacinação bem-sucedido não está apenas salvando dezenas de milhares de vidas. Está também permitindo que dezenas de milhões de americanos voltem a viver suas vidas", disse Jeff Zients, coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia.

O presidente dos EUA, Joe Biden, colocou o dia 4 de julho como meta para a volta à normalidade no país. O democrata quer que a celebração do Dia da Independência torne-se o marco da virada de página na pandemia. Para isso, a Casa Branca pretende vacinar 70% dos adultos com pelo menos uma dose de vacina. O número ainda não coloca os EUA em patamar considerado confortável para falar em imunidade coletiva - o que exigiria ao menos 70% de imunizados na população total, que inclui as crianças e adolescentes.

Mas, mesmo antes disso, a vida para os vacinados nos EUA tem mais semelhanças com a de antes do surgimento do coronavírus. Imunizados de todo o país foram liberados de usar máscaras nos lugares ao ar livre e também na maioria dos ambientes fechados. No último final de semana, no primeiro feriado após a ampliação da vacinação, os aeroportos tiveram o movimento mais alto desde março de 2020: 7 milhões viajaram de avião.

Sem mortos

Na Europa, Portugal e Reino Unido tiveram um dia nesta semana sem nenhum morto pela primeira vez em meses. Israel teve apenas uma morte por dia na última semana. Todos os países estão com a vacinação avançada e já estão voltando à normalidade.

O Reino Unido não registrou nenhuma morte na terça-feira - a primeira vez desde 30 de julho de 2020. Mas o país se preocupa com o aumento de infecções pela variante inicialmente detectada na Índia, pois os novos casos duplicaram na última semana. Na União Europeia, 33% das pessoas já receberam pelo menos uma dose da vacina; o dobro do continente sul-americano (15%), seis vezes mais que na Ásia (5%) e 20 vezes mais que na África (1,5%). 


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

 

Os chamados passaportes de vacinação contra a COVID-19 estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países.

O sistema de controle tem como objetivo garantir o trânsito de pessoas imunizadas e fomentar o turismo e a economia.  


Especialistas dizem que os passaportes de vacinção impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

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Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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