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Estado de Minas NOVO ESTUDO

Dose única da vacina da Pfizer tem eficácia menor em relação a variantes

Artigo da revista The Lancet alertou que dados ainda são inconclusivos. Eficiência contra COVID-19 foi menor em cepas da Inglaterra, Índia e África do Sul


04/06/2021 10:10 - atualizado 04/06/2021 10:43

(foto: Fred TANNEAU/AFP)
(foto: Fred TANNEAU/AFP)

A eficácia de uma única dose da vacina da Pfizer contra a COVID-19 é menor contra variantes descobertas na Inglaterra, Índia e África do Sul do que a cepa original, de acordo com um estudo de laboratório divulgado nesta sexta-feira (4/6).

No entanto, os autores do artigo publicado na revista médica "The Lancet" alertam que esses resultados não são conclusivos e que outros estudos com a população real são necessários.

"Embora tais resultados laboratoriais sejam úteis (...), os níveis de anticorpos por si só não são suficientes para determinar o nível de eficácia das vacinas, e estudos populacionais reais também devem ser realizados", aponta em comunicado o Francis Crick Institute de Londres, que realizou esse trabalho em parceria com o Instituto Nacional Britânico de Pesquisa em Saúde (NIHR).

Os pesquisadores avaliaram a produção de anticorpos protetores, chamados de neutralizadores, de pessoas vacinadas com colocando suas amostras de sangue em contato com várias versões do vírus: as primeiras versões descobertas em Wuhan (China) e a que dominou a Europa em meados de 2020, a variante Alpha (detectada na Inglaterra), Beta (na África do Sul) e Delta (na Índia).

"Após uma única dose da 79% das pessoas tiveram uma resposta detectável de anticorpos à cepa original, mas esse nível caiu para 50% contra a variante Alfa, 32% contra Delta e 25% contra Beta", de acordo com o Francis Crick Institute.

"É essencial garantir proteção suficiente para evitar ao máximo as hospitalizações. Nossos resultados sugerem que a melhor maneira de conseguir isso é administrando rapidamente a segunda dose", disse uma das pesquisadoras, Emma Wall, citada em um comunicado.

Intervalo menor entre doses
Assim, o estudo celebra a recente decisão do Reino Unido de reduzir o intervalo entre as duas doses da vacina Pfizer, de no máximo três meses para oito semanas, para maiores de 50 anos e os mais vulneráveis.

Apesar disso, os autores reconhecem que "os níveis de anticorpos não são a única forma de determinar a eficácia das vacinas e que mais estudos são necessários na população real."

Paralelamente, o estudo mostrou que, após as duas doses da vacina da Pfizer contra o novo coronavírus, o nível de anticorpos protetores foi menor na presença de Delta do que nas outras duas variantes, corroborando pesquisas anteriores, como a do Instituto Pasteur da França.


Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

  • Oxford/Astrazeneca

Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

  • CoronaVac/Butantan

Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

  • Janssen

A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

  • Pfizer

A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

Minas Gerais tem 10 vacinas em pesquisa nas universidades

Como funciona o 'passaporte de vacinação'?

 

Os chamados passaportes de vacinação contra a COVID-19 estão em funcionamento em algumas regiões do mundo e em estudo em vários países.

O sistema de controle tem como objetivo garantir o trânsito de pessoas imunizadas e fomentar o turismo e a economia.  


Especialistas dizem que os passaportes de vacinção impõem desafios éticos e científicos.


Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

 

 

Entenda as regras de proteção contra as novas cepas

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Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

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