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ONG alerta que crianças são expostas a uma 'catástrofe geracional' devido à pandemia

o alerta foi feito nesta quinta-feira pela ONG KidsRights, que estima mais de 168 milhões de crianças ficaram sem ir à escola


03/06/2021 08:11 - atualizado 03/06/2021 10:39

(foto: KidsRights/Reprodução)
(foto: KidsRights/Reprodução)
A pandemia de covid-19 afetou enormemente os direitos das crianças em todo o mundo e os jovens estão expostos a uma "catástrofe geracional" se os governos não agirem, enfatizou, nesta quinta-feira (3), a ONG KidsRights.

Milhões de crianças não tiveram acesso à educação por causa das restrições ligadas à crise da saúde, com consequências de longo prazo para sua saúde física e mental, alerta em seu relatório anual esta organização de direitos das crianças com sede em Amsterdã.

Islândia, Suíça e Finlândia lideram o "Índice KidsRights 2021", que classifica 182 países com base em sua conformidade com a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. Chade, Afeganistão e Serra Leoa são os últimos.

Os efeitos da pandemia, "infelizmente, superaram as previsões que fizemos há um ano", no início da pandemia, lamentou Marc Dulleart, fundador e presidente da ONG.

"Excluindo os pacientes com coronavírus, as crianças são as mais afetadas, não diretamente pelo vírus, mas porque foram negligenciadas pelos governos em todo o mundo", declarou.

"Relançar o sistema educacional é a chave para evitar uma catástrofe geracional", disse Dulleart.

De acordo com a ONG, mais de 168 milhões de crianças ficaram sem ir à escola e uma em cada três não tem acesso remoto às aulas.

Um total de 142 milhões de crianças adicionais sofreram privação material quando a pandemia atingiu duramente a economia global, e 370 milhões de crianças pararam de comer nas cantinas das escolas.

Neste sentido, KidsRights elogiou o jogador de futebol do Manchester United Marcus Rashford, que lançou uma campanha de sucesso para estender as refeições gratuitas servidas nas cantinas das escolas às famílias mais necessitadas.

A organização também parabenizou Bangladesh por dedicar um canal nacional de televisão à educação à distância em casa e aplaudiu a Bélgica e a Suécia por tentarem manter as escolas abertas.

Além da questão educacional, 80 milhões de crianças poderiam ficar sem a vacinação de rotina para outras doenças devido à pressão sobre os serviços de saúde, estimaram os autores do relatório.

Eles também estão preocupados com o "aumento acentuado", durante os confinamentos, da violência doméstica, da qual as crianças são frequentemente vítimas.

Pela primeira vez, a ONG incluiu a Palestina em sua lista. Ela ocupa a 104ª posição em cuidados de saúde, apesar das circunstâncias difíceis.


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