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Estado de Minas TEERÃ

Marinha do Irã anuncia naufrágio de navio-tanque no Golfo de Omã


02/06/2021 16:52

A Marinha iraniana anunciou, nesta quarta-feira (2), o naufrágio de um navio-tanque no Golfo de Omã, após horas de luta sem sucesso contra um incêndio declarado a bordo na véspera.

A tripulação do "Kharg" foi retirada antes que o navio afundasse no porto de Jask, no sul do Irã, de acordo com um comunicado da Marinha.

As autoridades iranianas apresentam o "Kharg" como um "navio-escola de apoio", que está em serviço há mais de quatro décadas.

Mas, de acordo com GlobalSecurity.org, um site americano especializado em questões militares, trata-se de um petroleiro e "porta-helicópteros", construído no Reino Unido.

- 'Missão de treinamento' -

Adquirido durante o período de governo do último xá, o navio, de 207 metros, foi entregue em 1984, ou seja, após a revolução iraniana de 1979, quando a recém-nascida República Islâmica estava em guerra contra o Iraque, acrescenta o site.

A televisão estatal iraniana transmitiu imagens aparentemente tiradas da costa e mostrando uma espessa coluna de fumaça subindo do mar e indicando que era o "Kharg" em chamas. O fogo começou em "um dos sistemas" do navio, diz o texto da Marinha, sem fornecer maiores detalhes.

Os serviços de emergência lutaram por "20 horas" depois que a tripulação evacuou o navio, mas, "com a propagação do fogo, a missão de resgate do Kharg falhou e o navio afundou perto de Jask", disse a Marinha.

O texto acrescenta que o navio, em serviço há décadas, realizou recentemente "uma missão de treinamento" em águas internacionais.

Em 2020, 19 marinheiros iranianos morreram durante manobras militares depois que o navio de guerra onde estavam foi atingido por engano por um tiro.

Em abril, as autoridades iranianas anunciaram que um "navio comercial", o "Saviz", sofreu danos materiais no Mar Vermelho devido a uma explosão de origem indeterminada.

O New York Times noticiou que o "Saviz" foi alvo de um ataque israelense, em resposta a "anteriores ataques iranianos a navios israelenses".

O governo iraniano anunciou há poucos dias que seu projeto de oleoduto com destino a Jask havia sido concluído e que o petróleo já podia ser transportado para o porto.

Para o Irã, exportar petróleo via Jask significa ganhar dias de navegação com relação ao porto de Jark, no Golfo, e também evitar o Estreito de Ormuz, centro de importantes tensões entre a República Islâmica e os Estados Unidos, cujos navios de guerra estão presentes na região.

Devido às sanções dos EUA contra o Irã, introduzidas pelo governo do ex-presidente Donald Trump para reduzir as exportações da República Islâmica, Teerã é muito discreta sobre seus envios de petróleo, destinados aos poucos clientes que ainda se atrevem a comprá-lo.

Em um incidente separado, mas que também afetou o setor do petróleo, um grande incêndio foi declarado em uma refinaria situada no sul de Teerã. O incidente foi produzido por uma explosão que teve origem em um vazamento, segundo o chefe da unidade de crises da capital iraniana.

Um porta-voz da empresa descartou "qualquer especulação sobre sabotagem", segundo o canal da TV estatal no aplicativo Telegram.


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