No que definiu como sua maior transformação em uma década, a agência - uma das maiores do mundo - planeja cobrar pelo acesso ao seu portal, como parte de uma estratégia comercial orientada para empresários profissionais.
A editora-chefe Alessandra Galloni confirmou o adiamento do lançamento, inicialmente planejado para 1º de junho, segundo um artigo do site da Reuters.
O texto indica que a controvérsia com a Refinitiv é "sobre se a mudança altera o acordo de fornecimento de notícias entre as duas empresas".
"Continuamos trabalhando nos nossos planos", disse um porta-voz da Reuters, em um comunicado.
Quase metade da renda da Reuters é fornecida pela Refinitiv, uma fornecedora de informações financeiras vendida ao grupo investidor Blackstone em 2018.
A Refinitiv tem um contrato de 30 anos com a Reuters e paga cerca de US$ 325 milhões anuais por seu conteúdo.
Desde janeiro, é uma subsidiária da Bolsa de Valores de Londres (LSEG), que a comprou por US$ 27 bilhões.
"Como em qualquer outro acordo comercial, há discussões privadas sobre nossos negócios e produtos", disse a LSEG em uma nota.
"As bases da nossa sociedade são fortes e seguiremos trabalhando juntos", acrescentou.
A assinatura da plataforma custará US$ 34,99 mensais, o mesmo que sua concorrente Bloomberg. Os assinantes terão acesso a conteúdos não disponíveis para quem acessa o site gratuitamente.
LONDON STOCK EXCHANGE GROUP PLC
THE BLACKSTONE GROUP