Lai, que está detido atualmente por ter participado em outras manifestações, foi condenado a 14 meses de prisão, o que eleva 20 meses o período que deve permanecer na penitenciária.
Outras sete figuras importantes do movimento pró-democracia, incluindo Figo Chan, de 25 anos, e os ex-deputados Lee Cheuk-yan e Leung Kwok-hung, também receberam novas penas.
Ao chegar ao tribunal em uma viatura policial, vários réus fizeram o "V" da vitória. Algumas pessoas conseguiram se aproximar para expressar apoio.
A onda de condenações mostra mais uma vez a implacável repressão chinesa no território autônomo e ex-colônia britânica.
Em 2019, o centro financeiro internacional foi cenário por vários meses de grandes manifestações, algumas delas violentas, contra o cada vez maior controle da China.
Em 1º de outubro daquele ano, dia da festa nacional chinesa, militantes radicais e forças de segurança se enfrentaram com grande violência à margem de uma manifestação que aconteceu de maneira pacífica e na qual participaram os condenados desta sexta-feira.
A China considerou uma ofensa a grande participação de da população de Hong Kong no protestos, no dia em que o governo celebrava o 70º aniversário do regime.
"Foi inocente acreditar que um pedido de comportamento pacífico e racional bastaria para garantir a ausência de violência", declarou a juíza Amanda Woodcock ao pronunciar as penas de prisão contra os oito militantes.
- Vigília proibida -
Na quinta-feira, a polícia de Hong Kong não autorizou a organização em junho da tradicional vigília em recordação da repressão da Praça Tiananmen (Paz Celestial) de Pequim.
O ministro da Segurança de Hong Kong afirmou que a nova e drástica lei sobre a Segurança Nacional que a China impôs à ex-colônia britânica poderia ser invocada neste caso.
Mais de 10.000 pessoas foram detidas nas manifestações de 2019 e 2.500 foram condenadas por diversas infrações.
Muitos líderes do movimento pró-democracia estão detidos ou no exílio.
Mais de 100 pessoas, incluindo Lai, foram processadas com base na lei de Segurança, que inclui penas que podem chegar à prisão perpétua.
Os militantes condenados nesta sexta-feira pertencem à ala mais moderada do movimento pró-democracia. Quatro deles já cumpriam penas de prisão por participação em manifestações.
Muitos deles passaram décadas pregando a não violência em sua campanha, até o momento em vão, por um verdadeiro sufrágio universal.
Figo Chan é um dos pilares da coalizão Frente Civil dos Direitos Humanos, que organizou as principais manifestações de 2019, nas quais participaram centenas de milhares de cidadãos de Hong Kong.