Jornal Estado de Minas

POLÊMICA

China acusa EUA de espalhar teorias conspiratórias sobre origem da pandemia


As autoridades chinesas acusaram o governo americano, nesta quarta-feira (26), de disseminar teorias "conspiratórias" sobre a origem da pandemia do coronavírus, no momento em que a hipótese de que um erro de laboratório teria permitido que o vírus escapasse volta a ganhar força.



Os primeiros casos da COVID-19 foram identificados no final de 2019 na metrópole chinesa de Wuhan, antes de o vírus se espalhar pelo mundo e causar mais de 3,5 milhões de mortes.

As autoridades chinesas sempre negaram a teoria de que o coronavírus surgiu em um laboratório, especificamente no Instituto de Virologia de Wuhan, uma acusação feita de forma direta pelo então presidente americano, Donald Trump.


Nesta semana, uma matéria do jornal americano The Wall Street Journal (WSJ) reacendeu essa hipótese, e os pedidos de uma investigação mais profunda a respeito se multiplicam - inclusive na comunidade científica.

"Alguns nos Estados Unidos espalham teorias de conspiração e informações falsas, como a hipótese de um erro de laboratório", disse o porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Zhao Lijian, à imprensa.



Dizendo se basear em um informe inédito da Inteligência americana, o jornal afirmou que três cientistas do laboratório chinês foram internados em um hospital com "sintomas compatíveis" com um quadro de COVID-19 em novembro de 2019, ou seja, um mês antes do surgimento oficial da doença, segundo Pequim.

O jornal reconhece, no entanto, que esses sintomas também podem ser os de uma infecção típica da estação do ano.

"Se os Estados Unidos querem ser realmente transparentes, deveriam, como a China faz, convidar os especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para investigar na base militar de Fort Detrick, assim como em todos os laboratórios biológicos do mundo", acrescentou Zhao.

Localizado perto de Washington, D.C., o laboratório de Fort Detrick é um centro essencial na luta contra o bioterrorismo.

Após quatro semanas em Wuhan no início deste ano, especialistas da OMS e chineses divulgaram um estudo conjunto, considerando "extremamente improvável" que a origem do vírus tenha sido um acidente em um laboratório.

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