Jornal Estado de Minas

BRUXELAS

UE lança propostas para reforçar luta contra desinformação

A Comissão Europeia apresentou, nesta quarta-feira (26), propostas para reforçar o código de boas práticas contra a desinformação, assinado por várias plataformas, como Facebook e Google, em busca de mais transparência nos algoritmos e de mais verificação de dados.



Este código, uma ferramenta de autorregulação, pretende se tornar mais restritivo com a futura legislação digital (a Lei de Serviços Digitais), que Bruxelas espera ver adotada no próximo ano.

A proposta de lei deve obrigar as plataformas a implementarem medidas de combate, entre outros pontos, à desinformação. O cumprimento do código de boas práticas é parte desse esforço.

O código já foi assinado por Google, Facebook, Twitter, Microsoft, Mozilla e TikTok, assim como por importantes atores da indústria publicitária.

O comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, disse que "a desinformação não pode continuar sendo uma fonte de receita" e pediu "compromissos mais firmes das plataformas digitais, de todo ecossistema publicitário e das redes de verificação de fatos".

A Comissão pretende estimular mais atores digitais e publicitários a aderirem ao código e encorajar as plataformas a cooperarem na luta contra a publicidade falsa, ou enganosa.

Diferentemente do conteúdo ilegal, a luta contra a desinformação não significa a retirada obrigatória.

Bruxelas pede, no entanto, mais transparência sobre os algoritmos usados pelos gigantes da Internet para destacar o conteúdo e quer que os usuários tenham ferramentas disponíveis para relatar facilmente informações falsas, ou enganosas.

Também solicita às plataformas que publiquem relatórios periódicos com indicadores claros para avaliar a eficácia das medidas implementadas.

As propostas serão discutidas com as plataformas, que deverão apresentar uma primeira versão do código revisado no outono (primavera no Brasil). O objetivo é que esteja em vigor a partir do início de 2022.



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