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Estado de Minas ROMA

Comunidade internacional se mobiliza para promover vacinação em países pobres


21/05/2021 14:16

Os principais fabricantes de vacinas anticovid, os países do G20 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) se comprometeram nesta sexta-feira (21) a acelerar a vacinação lenta nos países pobres para acabar com a pandemia e reativar a economia mundial.

Enquanto um terço dos habitantes dos países mais ricos já recebeu pelo menos a primeira dose, nos pobres mal atingem 0,3%, de acordo com Covax, o sistema mundial de distribuição de vacinas para nações desfavorecidas.

Até o final de maio, o Covax terá falta de 140 milhões de doses e outras 50 milhões em junho, com base nos volumes projetados para vacinar 20% da população nos países pobres.

Durante uma cúpula do G20, organizada pela presidência italiana deste grupo de potências industriais e pela Comissão Europeia, os laboratórios Moderna e Johnson & Johnson se comprometeram a fornecer 3,5 bilhões de doses a preço de custo para os países mais pobres e por um valor reduzido para os de renda média, entre 2021 e 2022.

Mais cedo, a União Europeia (UE) anunciou que ofereceria 100 milhões de doses, a Itália 300 milhões de euros e a França 30 milhões de doses por meio do Covax.

"Todos, em qualquer lugar", devem ter acesso às vacinas, disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Roma, no início do encontro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou o "nacionalismo das vacinas".

Para acabar com a pandemia e suas devastadoras consequências socioeconômicas, o FMI apresentou em Washington um plano, cujo financiamento necessitaria de 50 bilhões de dólares e que visa vacinar pelo menos 40% da população mundial até o final do ano.

O plano é "baixo se comparado aos benefícios potenciais de um fim mais rápido da pandemia, estimado em cerca de 9 trilhões de dólares" para a economia mundial até 2025, enfatizam os economistas do FMI.

Um porta-voz do Covax disse à AFP nesta sexta-feira que acordos de fornecimento de 1,8 bilhões de doses foram assinados até agora, o que permitirá que 30% das populações afetadas sejam vacinadas, mas que carecem de financiamento.

- Sem consenso sobre patentes compartilhadas -

A declaração final desta cúpula, intitulada "Declaração de Roma", deve afirmar, sobretudo, o compromisso dos países mais ricos de promover a produção de vacinas na África, através da transferência de tecnologia.

"Devemos vacinar a todos, e rapidamente", alertou o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi.

No entanto, este texto não deve endossar a polêmica ideia de uma suspensão temporária de patentes por parte das empresas farmacêuticas, mas sim defender o "compartilhamento voluntário de patentes" e o levantamento de obstáculos à exportação de vacinas.

Washington é a favor da suspensão dos direitos exclusivos de patente, mas a UE expressou ceticismo, destacando a duração e a complexidade do processo.

A cúpula de Roma acontece às vésperas da 74ª Assembleia Mundial da Saúde (de 24 de maio a 1º de junho), cujo objetivo principal é a reforma da OMS e sua capacidade de coordenar respostas às crises globais de saúde e prevenir futuras epidemias.

Um relatório de um painel independente divulgado na semana passada destacou que a OMS demorou muito para lançar o alerta e que o desastre descrito como "Chernobyl do século 21" poderia ter sido evitado.


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