"Se muitas vozes, incluindo a do presidente Biden, apoiam um cessar-fogo, não devemos enviar armas de 'ataque direto' ao primeiro-ministro Netanyahu para prolongar a violência" na região, escreveu a integrante da Câmara dos Representantes em um comunicado.
"A triste verdade é que essas armas são vendidas pelos Estados Unidos a Israel sabendo-se muito bem que a grande maioria será usada para bombardear Gaza", acrescentou Rashida Tlaib, uma parlamentar de origem palestina.
Os Estados Unidos são os maiores fornecedores de material militar de Israel.
Em 5 de maio, o Congresso foi formalmente informado de uma venda de armas ao Ministério da Defesa israelense no valor de 735 milhões de dólares. Segundo as regras parlamentares, as autoridades eleitas têm até quinta-feira para apresentar uma resolução contrária e aprová-la.
Porém, os líderes democratas, que não apoiam a resolução, não marcaram uma data para a votação.
A vasta maioria dos judeus norte-americanos se autodenominam democratas e o partido tradicionalmente apoia Israel, exceto por algumas vozes críticas.
O conflito entre Israel e os palestinos, no entanto, atraiu mais críticas ao Estado hebraico entre os democratas moderados. Mas a mais recente iniciativa de natureza progressista está, por enquanto, limitada à esquerda do partido no poder.
Alguns democratas moderados haviam considerado no início desta semana pedir o adiamento dessa venda de armas, mas acabaram mudando de ideia.
Os republicanos, por outro lado, mostraram novamente apoio inabalável ao Estado hebreu nesta quarta. Assim, vários senadores instaram, durante um discurso, Joe Biden e seu governo a defender o aliado Israel.
Biden estabeleceu um tom um pouco mais firme nesta quarta com Benjamin Netanyahu, pedindo uma desescalada "hoje" em direção a um cessar-fogo.
Depois da nona noite de violência armada, os ataques aéreos israelenses se intensificaram nesta quarta na Faixa de Gaza, em paralelo ao lançamento de foguetes contra o território israelense.
Desde o início do novo ciclo de violência, em 10 de maio, ao menos 227 palestinos - incluindo 64 menores - morreram nos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, segundo o ministério da Saúde local. Em Israel, os lançamentos de foguetes a partir de Gaza provocaram 12 mortes, de acordo com a polícia.