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Estado de Minas WASHINGTON

Morte de homem negro nas mãos da polícia nos EUA foi 'justificada', afirma Promotoria


18/05/2021 17:06

A morte de um homem negro nas mãos da polícia na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, em abril foi "justificada" e nenhuma acusação foi apresentada contra os envolvidos, informou a Promotoria local nesta terça-feira (18).

A morte, "embora trágica, foi justificada" porque as ações de Brown Jr. levaram os policiais a "acreditar razoavelmente que a força letal era necessária para proteger a si mesmos e aos outros", justificou Andrew Womble, promotor do condado de Pasquotank, em Elizabeth City.

Womble disse que sete policiais foram à casa de Brown Jr. em 21 de abril com mandados de prisão e busca por delitos relacionados a drogas.

Ao chegarem, eles encontraram Brown, de 42 anos, dentro de seu carro estacionado em frente a sua casa. Os agentes o cercaram, mas Brown tentou acelerar para escapar.

"A decisão de fugir, que Brown tomou por conta própria, passou de demonstrar força para usá-la", alegou Womble, que acrescentou que Brown tentou jogar seu carro contra um dos agentes que participavam da operação.

"Os fatos do caso mostram claramente que os policiais que usaram força mortal contra Andrew Brown Jr. o fizeram de maneira razoável e somente quando um criminoso violento utilizou uma força mortal que colocou suas vidas em perigo (...) Ninguém será acusado criminalmente", afirmou.

Em um período de 44 segundos, os agentes dispararam 14 tiros contra o carro. Uma autópsia mostrou que Brown foi atingido por duas balas, uma deles no pescoço.

Antes do procedimento oficial, a família de Brown revelou o resultado de uma autópsia independente. Khalil Ferebee, filho da vítima, disse à imprensa no mês passado que seu pai foi "executado".

A morte de Brown gerou protestos em Elizabeth City, que tem uma população de 20 mil. O prefeito da cidade declarou estado de emergência na segunda-feira e impôs um toque de recolher noturno para evitar manifestações violentas.

Nesta mesma terça, familiares de Andrew Brown Jr. condenaram veementemente a decisão do promotor de encerrar a investigação.

"Dizer que os tiros foram justificados é um insulto e um tapa na cara", disseram eles em um comunicado enviado por seus advogados. "O carro estava se afastando da polícia e quatro (deles) não atiraram, o que mostra que não se sentiam em perigo", acrescentaram, e exigiram "a imediata intervenção do Departamento de Justiça Federal".

O uso de força letal por policiais contra afro-americanos está sob severo escrutínio desde a morte de George Floyd no ano passado em Minneapolis, em um incidente que gerou grandes protestos nos EUA e ao redor do mundo. Um ex-policial branco foi condenado pela morte de Floyd.


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